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Ciência e Saúde

Em Abu Dhabi, líderes defendem mais investimentos em energias renováveis

Presidente francês diz que pode haver uma catástrofe caso os líderes do planeta não invistam mais em fontes alternativas. Ministro alemão convida China para clube de países que apoiam as energias renováveis.

O presidente francês, François Hollande, abriu nesta terça-feira (15/01) a Cúpula Mundial de Energia do Futuro, encontro financiado pelo setor privado e que se realiza no emirado árabe de Abu Dhabi.

Hollande disse que o mundo está indo em direção a uma "catástrofe" caso os líderes do planeta não iniciem um trabalho sério sobre energias renováveis e outras iniciativas ecológicas. A falta de gastos no desenvolvimento de energia renovável aumentará a demanda por energia fóssil e "tornará seu preço inacessível", além de aumentar os riscos do aquecimento global, acresceu Hollande.

Os organizadores do encontro de três dias, que acontece simultaneamente à Assembleia Geral da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) e à primeira Cúpula Internacional da Água, disseram que foram gastos cerca de 257 bilhões de dólares em projetos de energia renovável no mundo em 2011.

Hollande disse que, neste ano, estima-se que sejam necessários investimentos na ordem de 300 bilhões de dólares em energias renováveis, mas tal exigência vem em tempos de crise econômica, acresceu. Por isso é necessária a contribuição de todos os países.

A visita de um dia de Hollande a Abu Dhabi foi dominada, no entanto, por encontros com autoridades da Defesa, entre outros. A França pretende vender 60 caças Rafale aos Emirados Árabes Unidos.

World Future Energy Summit 2013 in Abu Dhabi Königin Rania

Rainha Rania da Jordânia falou na Cúpula Mundial de Energia do Futuro

Parcela de energia renovável

Com sede em Abu Dhabi, a agência Irena lançou nesta segunda-feira no emirado árabe uma nova estratégia global para consolidar os esforços com vista a dobrar a quantidade de energia limpa até 2030. A Irena advertiu, no entanto, que o processo tem de ser acelerado substancialmente para que se atinja essa meta.

O objetivo é ampliar a parcela das fontes de energia renovável, como energia solar, eólica e biomassa para cerca de 30% do mix energético global. Atualmente, essa cifra gira em torno dos 16%. "Com base em estimativas, em 2030 a cota de energias renováveis ​​subirá para apenas 21%, assim teremos um hiato de 9 pontos percentuais", disse em Abu Dhabi o diretor-geral da Irena, Adnan Amin.

Até a próxima quinta-feira, a Cúpula Mundial de Energia do Futuro 2013 reunirá líderes mundiais em tecnologia, política e negócios para discutir o futuro da energia, eficiência energética e fontes limpas. O encontro é patrocinado por grandes empresas do setor.

Aliança de países

World Future Energy Summit 2013 in Abu Dhabi Peter Altmaier

Peter Altmaier espera que China participe de seu clube

À margem da Assembleia Geral da Irena, que também aconteceu em Abu Dhabi, um grupo de oito países participou de um encontro a convite do ministro alemão do Meio Ambiente, Peter Altmaier.

Na agenda estava o projeto de Altmaier para a fundação de um chamado Clube dos Países da Mudança de Matriz Energética, que apoia o uso crescente de energias renováveis em detrimentos das fontes tradicionais de energia. Na reunião que discutiu as bases do clube estavam presentes representantes da Alemanha, África do Sul, China, Dinamarca, França, Marrocos, Reino Unido e Tonga.

O governo alemão conta com a cooperação chinesa no planejado clube. "A China irá se tornar um país pioneiro em termos de energias renováveis", disse o ministro alemão após o encontro dos oito Estados.

Segundo o ministro, a China daria mais peso à aliança de países, que pretende cooperar no desenvolvimento das energias renováveis e colocar o tema no topo da agenda política.

No entanto, Altmaier não quis dar mais detalhes sobre a reunião, mas disse estar otimista de que a iniciativa irá sair do papel. Após o encontro, o vice-presidente da agência chinesa de energia, Liu Qi, também não quis se manifestar sobre a fundação da planejada aliança.

CA/dpa/ap/afp
Revisão: Alexandre Schossler

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