Em 84º lugar, Brasil muda pouco no ranking de desenvolvimento humano | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 03.11.2011
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Brasil

Em 84º lugar, Brasil muda pouco no ranking de desenvolvimento humano

Com Índice de Desenvolvimento Humano considerado "alto", Brasil melhora uma posição no ranking da ONU. Mas país fica abaixo da média dos vizinhos na América Latina.

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País subiu uma posição no ranking da ONU.

Ainda não foi em 2011 que o Brasil entrou para o seleto grupo de países com desenvolvimento humano "muito alto". Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira (02/11) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o país ganhou uma posição e manteve o status considerado "alto".

Na lista de 187 países considerados pela ONU, o Brasil está no 84º lugar no ranking que avalia o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O documento apresentado em Copenhague, na Dinamarca, sugere que a melhora da nota final do Brasil de 0,715 para 0,718 (acima da média global de 0,682) se deve, principalmente, a conquistas na área da saúde, com o aumento da expectativa de vida.

O índice do Pnud varia de zero a um– o melhor desempenho é aquele se aproxima da nota um. “As dimensões sociais, de educação e saúde foram as que mais causaram impacto no IDH do Brasil e fizeram com que o país ganhasse posições”, avaliou Rogério Borges de Oliveira, economista brasileiro que contribuiu no relatório.

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O IDH se concentra sobre três áreas consideradas vitais para o desenvolvimento humano: o conhecimento, medido por indicadores de educação; a saúde, segundo a expectativa de vida; e o padrão de vida digno, avaliado pela renda.

A média de longevidade do brasileiro para 2011 é de 73,5 anos, para crianças no início da vida escolar são esperados 13,8 anos de estudo e 7,2 anos de escolaridade média – levando-se em conta adultos com mais de 25 anos.  No cálculo do Pnud, a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita dos brasileiros para este ano é de 10.162 dólares, cerca de 17.700 reais.

O índice foi criado pela ONU em 1980. Ao longo dessas três décadas, o desempenho do Brasil melhorou 31%, de 0,549 para 0,718. Desde então, a expectativa de vida do brasileiro subiu 11 anos, a média de escolaridade 4,6 anos e RNB registrou elevação de 40%.

Entre melhores e piores

A primeira colocada na lista é, mais uma vez, na Noruega, cujo IDH é de 0,943. Austrália (0,929) e os Países Baixos (0,910) são os seguintes, e a Alemanha aparece em sétimo lugar. Dentre as 47 nações que têm o desenvolvimento humano considerado "muito alto" estão apenas dois países da América Latina: Chile, na 44º posição com nota 0,805 e Argentina, 45º colocada com 0,797. 

Nas últimas posições, com os piores índices, estão o Burundi (0,316), Níger (0,295) e a República Democrática do Congo (0,286). Quando considerada a região, os Estados Árabes são os que apresentam a melhor média de IDH. A lista segue com Ásia Oriental e Pacífico, Europa e Ásia Central, América Latina e Caribe, Ásia do Sul e África Subsariana, por último.

O Brasil e os outros

Apesar dos avanços, o Brasil está abaixo da média do IDH da América Latina (0,731). Além de Chile e Argentina, Uruguai, Cuba, México, Panamá, Peru e Equador obtiveram notas superiores que ao maior país da região.

Dentro dos demais países que formam os BRICS, o IDH brasileiro é o segundo melhor, atrás da Rússia. A Índia é a pior colocada do grupo, com 0,547. “É interessante colocar esses países em um mesmo grupo de comparação pelo tamanho continental, pelas populações enormes, pela importância política, por serem economias emergentes e por terem políticas similares em alguns pontos”, explicou Oliveira.

Autora: Nádia Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer

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