ELN insiste em negociar paz com governo colombiano | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 04.10.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

ELN insiste em negociar paz com governo colombiano

Segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia reafirma decisão de continuar diálogo com governo sobre a paz, mesmo após derrota nas urnas de acordo alcançado com as Farc.

Apesar da derrota nas urnas do acordo alcançado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o Exército da Libertação Nacional (ELN), segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia, afirmou nesta terça-feira (04/10) que deseja dar início a fase pública dos diálogos de paz com o governo colombiano.

"Neste difícil momento para a Colômbia, o ELN reafirma sua decisão irrevogável de passar para a fase pública e cumprir a agenda estipulada em março", escreveu o grupo no Twitter. Os guerrilheiros disseram que os resultados do plebiscito deixam claros os obstáculos para a paz, mas ressaltaram que seguem empenhados no diálogo com o governo.

"Os tempos de paz não são ditados pelo governo e nem por insurgências, quem dita é a sociedade colombiana e há um claro apelo pela paz", acrescentou o ELN, pedindo ao presidente Juan Manuel Santos para superar as dificuldades.

A opção pelo "não" foi a vencedora no plebiscito de domingo sobre o acordo de paz com as Farc, com 6.431.376 votos, 50,21% do total, enquanto o "sim" obteve 6.377.482, que correspondem a 49,78%.

Na opinião do ELN, a vitória do "não" mostra a "força dos inimigos da paz". A guerrilha também destacou que, nessa consulta, mais de 62% da população apta a votar não compareceu às urnas, "o que revela a grave crise da democracia colombiana".

Próxima fase

Os contatos entre negociadores de Bogotá e o grupo tiveram início em 2014. No dia 30 de março, o ELN e o governo colombiano anunciaram em Caracas, na Venezuela, o início de uma fase pública de diálogos de paz, cuja abertura foi condicionada pelo Executivo, que exigia a solução de alguns "temas humanitários", como o fim dos sequestros.

No entanto, até o momento essa fase pública não começou, já que o ELN não libertou todas as pessoas que mantém sequestradas.

O ELN, inspirado na Revolução Cubana, teve origem em uma insurreição camponesa de 1964, semelhante às Farc, e ainda mobiliza cerca de 2 mil combatentes. O grupo guerrilheiro é considerado uma organização terrorista pela Europa e Estados Unidos.

O complexo conflito armado colombiano se prolonga há mais de 50 anos e envolve guerrilhas de extrema-esquerda, paramilitares de extrema-direita e forças armadas, além de grupos ligados ao narcotráfico. Acredita-se que tenha deixado, até então, mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,6 milhões de deslocados.

CN/efe/dpa

Leia mais