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Mundo

Eliminação de Rantisi é repudiada pelos europeus

A eliminação do líder do Hamas, Abdel Asis Rantisi, por Israel causou indignação e críticas em todo o mundo. Também o governo alemão condenou a ação. Ministro Fischer manifestou preocupação com o Oriente Médio.

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O funeral de Rantisi, em Gaza, transformou-se numa manifestação de protesto

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, condenou o assassinato do novo líder da organização palestina Hamas, Abdel Asis Rantisi, pelas Forças Armadas israelenses. Após um encontro com seu colega de pasta francês Michel Barnier e com o encarregado da ONU para o Iraque, Lakhdar Brahimi, Fischer afirmou em Paris que toda a situação do Oriente Médio é atualmente motivo de "grande preocupação".

O ministro alemão censurou a política israelense: "Juntamente com a União Européia, nós sempre rechaçamos os assassinatos extrajudiciais como instrumento político. Consideramos que este é um recurso que não pode ser utilizado. É claro que Israel tem o direito de se defender e de defender a vida e a saúde de seus cidadãos contra o terrorismo. Mas é preciso pensar sempre nas conseqüências. A atual evolução dos fatos é causa para grandes preocupações."

Também a União Européia condenou explicitamente o assassinato de Rantisi. "Israel tem o direito de proteger seus cidadãos contra os atentados terroristas. Mas medidas como essa são ilegais e não contribuem para reduzir a tensão", afirmou Javier Solana, encarregado de política externa e de segurança da União Européia. A ação tem conseqüências ainda mais negativas num momento em que a comunidade internacional busca uma forma de apoiar os planos da retirada israelense da Faixa de Gaza, acrescentou Solana.

"Terrorismo estatal"

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, manifestou o temor de que "essa ação provoque um agravamento da precária situação, que já era motivo de preocupação". Ele conclamou a uma imediata suspensão dos "assassinatos extrajudiciais". Também o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, mostrou-se indignado com a ação das forças israelenses, classificando-a de "terrorismo estatal".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Kong Quan, afirmou que o governo de Pequim "condena severamente" o assassinato de Abdel Asis Rantisi. Segundo a agência de notícias Xinhua, as autoridades chinesas estão temerosas das conseqüências de uma escalada da violência entre israelenses e palestinos.

Reação dos palestinos

Para o presidente palestino Yassir Arafat, a resistência só tende a aumentar em face do "barbarismo da ocupação". Entre os palestinos, de maneira geral, a ação dos militares israelenses provocou uma onda de profunda indignação. Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em Gaza para protestar e jurar vingança.

As brigadas militares Kassam, que fazem parte da Hamas e são responsáveis por dezenas de atentados suicidas em Israel, anunciaram "100 ações de retaliação". Seus porta-vozes conclamaram todos os integrantes do grupo a manterem-se de prontidão para as ações que deverão ocorrer a qualquer momento.

Muitos palestinos atribuem aos Estados Unidos uma parte da culpa pela ação de Israel. Na opinião do primeiro-ministro palestino, Ahmed Kureia, a "ofensiva terrorista" israelense é produto do apoio do governo dos EUA e visa "subjugar a Nação palestina, matando, oprimindo e destruindo".

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