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Mundo

Eleitores vão às urnas na Guatemala após renúncia de presidente

População escolhe novo presidente, parlamentares e autoridades locais dias depois da renúncia de Otto Pérez Molina e de alto escalão do governo. Esquema de fraude em impostos aduaneiros gera protestos desde abril.

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Às vésperas das eleições, centenas de guatemaltecos fizeram um velório simbólico para a democracia

Mais de 7 milhões de eleitores da Guatemala vão às urnas neste domingo (06/09) após a renúncia do ex-presidente Otto Pérez Molina, suspeito de envolvimento num esquema de corrupção. Além de um novo presidente, serão escolhidos parlamentares e autoridades locais.

Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral do país, a votação ocorre sem incidentes, apesar de autoridades terem alertado sobre o risco de episódios de violência. A votação se encerra às 18h (horário local).

Desde que a Justiça expediu um pedido de prisão contra Molina na última quinta-feira, o governo é comandado pelo vice-presidente Alejandro Maldonado. A primeira medida tomada por ele foi pedir a renúncia de todos os ministros, secretários e altos funcionários do governo.

Na noite de sábado, centenas de pessoas fizeram um velório simbólico para a democracia. "Rompamos o ciclo de nossa desgraça, estas eleições não são democráticas", cantaram os manifestantes nas ruas da capital Cidade da Guatemala.

Os protestos ocorrem desde abril, quando a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), órgão ligado à ONU, revelou os detalhes do esquema conhecido como "La Línea". Segundo as investigações, as autoridades recebiam suborno de empresários para permitir a entrada de mercadorias com isenção fraudulenta de impostos aduaneiros.

Desde então, a população exigia em manifestações a renúncia de Molina e de sua vice, Roxana Baldetti, que também foi presa. Ela nega envolvimento na rede de corrupção.

A eleição presidencial deste domingo é disputada por 14 candidatos. Se o pleito for para o segundo turno, os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro.

KG/efe/lusa

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