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Mundo

Eleição põe governo de Hong Kong sob pressão

Autoridades do território apresentam polêmico projeto de lei que contempla pré-seleção de candidatos por comitê ligado a Pequim. Proposta ignora exigências dos ativistas pró-democracia que foram às ruas no final de 2014.

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Carrie Lam disse que eleição transcorrerá em estrita concordância com a vontade de Pequim

O governo de Hong Kong apresentou nesta quarta-feira (22/04) um projeto de reforma eleitoral que contempla a polêmica pré-seleção de candidatos para a eleição de 2017 por um comitê próximo ao governo em Pequim.

A número dois do governo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou que a primeira votação popular para eleger o chefe do Executivo transcorrerá em estrita concordância com a decisão da Assembleia Popular Nacional, em agosto do ano passado. Após o anúncio, a maioria dos deputados do campo democrático abandonou o plenário do Legislativo.

A proposta ignora amplamente as exigências de ativistas pró-democracia, que, no final de 2014, foram às ruas do território para protestar contra a ingerência do governo central chinês e exigir que candidatos concorram livremente na eleição.

Pela proposta, somente podem participar os candidatos que forem aprovados por um comitê de 1.200 pessoas, considerado simpático ao governo em Pequim. O comitê inicialmente escolherá no máximo dez candidatos. Numa segunda etapa, o número será reduzido para no máximo três.

"Os democratas condenam veementemente o governo", disse o deputado oposicionista Alan Leong. "Vamos lançar uma campanha de oposição à proposta e pedir à população de Hong Kong que continue procurando o verdadeiro sufrágio universal", acrescentou.

O pacote de reformas necessita da aprovação do legislativo, e há a possibilidade de o governo não conseguir a maioria de dois terços necessária para a aprovação, pois a oposição controla 27 das 70 cadeiras. Caso o projeto não seja aprovado, o atual sistema de eleição indireta por um comitê de 1.200 pessoas, similar ao proposto, continuará valendo.

AS/lusa/afp/ap/dpa

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