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Alemanha

"Ele não participa pela primeira vez do rodeio"

Bush diz durante visita de Schröder aos EUA que "não se opõe" a um assento permanente para a Alemanha no Conselho de Segurança da ONU. Ao comentar as próximas eleições alemãs, o presidente usou sua "filosofia texana".

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Schröder e Bush: sorrisos para aplainar as diferenças

Como era de se esperar, os dois chefes de governo – Gerhard Schröder e George W. Bush – à primeira vista, só trocaram sorrisos e amabilidades. Enquanto o premiê alemão fez de tudo para não confirmar a impressão de que esta seria sua última visita à Casa Branca, Bush se absteve de qualquer comentário mais sólido sobre o futuro político da Alemanha ou mesmo sobre a questão que envolve o Conselho de Segurança da ONU.

"Gerhard não participa pela primeira vez do rodeio, como dizemos no Texas", ironizou o presidente norte-americano, referindo-se às próximas eleições que Schröder enfrenta em setembro próximo. Segundo Bush, o chanceler federal alemão deveria se dar por satisfeito, por ter pela frente uma campanha eleitoral breve.

Sem oposição, mas sem apoio

Quanto à proposta da Alemanha de obter um assento no Conselho de Segurança da ONU – ao lado do Brasil, Índia e Japão – as respostas de Bush foram, no mínimo, escorregadias. "Nós não nos opomos a nenhuma candidatura ao Conselho de Segurança".

Não se opor e apoiar, diga-se de passagem, são duas posturas bastante diferentes. Ou seja, a ida de Schröder aos EUA, neste sentido, mais serviu para preencher um vácuo em tempos de campanha eleitoral. O apoio concreto de Washington a Berlim definitivamente não passou de uma ilusão.

No jogo de retórica do poder, Schröder optou por comentar "uma diferença sobre a velocidade em que as reformas devem ser empreendidas". E demonstrou a expectativa de que uma decisão das Nações Unidas aconteça ainda antes da Assembléia Geral deste ano, agendada para meados de setembro próximo.

Ceticismo quanto ao Irã

Além da situação no Iraque, as negociações entre a União Européia e o Irã foram outro tema dominante na conversa de três horas entre os dois chefes de governo. Bush elogiou os esforços da Alemanha, França e Reino Unido para negociar com Teerã, mas o ceticismo de Washington a respeito do assunto foi perceptível.

O balanço do encontro não difere daquilo que se esperava antes: Bush definitivamente não vai se debulhar em lágrimas, caso a social-democracia de Schröder se despeça do poder na Alemanha. É possível que isso seja para ele até mesmo um alívio, uma laçada favorável no "rodeio" da política internacional.

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