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Economia

Eichel: Brasil contribui para estabilidade financeira mundial

Ministro alemão elogia governo Lula por fazer sua parte para estabilizar o sistema financeiro mundial, mas cobra tarefas de outros membros do G-20, o que coordena este ano.

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Eichel e Palocci, em Brasília

O ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, passa esta semana na América do Sul, onde visita os dois membros do continente do G-20, o grupo dos 20 países industrializados e emergentes que respondem por 94% do PIB mundial.

O ministro coordena este ano o G-20, que terá sua próxima reunião no início de março em Leipzig. Os objetivos do grupo, criado em Berlim em 1999 durante uma crise cambial brasileira, são construir uma arquitetura financeira mundial estável e reduzir o desequilíbrio econômico no planeta.

Depois de conversar com o governo brasileiro em Brasília e empresários em São Paulo, Eichel fica até sexta-feira na Argentina. Dois países, dois recados opostos. Em sua primeira parada, o ministro elogiou a contribuição da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva para manter a estabilidade financeira internacional e buscar uma forma de crescimento econômico com preocupação social.

Exemplos brasileiros

"A tentativa que está sendo feita no Brasil de combinar uma política financeira sensata e sustentável com reformas sociais é exemplar", disse o alemão após encontrar-se com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Exemplar seria também a transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o de Lula. Eichel ressaltou ainda o papel do Brasil por considerar "insuficientes as regras do Consenso de Washington e querer ressaltar a dimensão social e de renda".

Em Buenos Aires, o coordenador do grupo cobra maior responsabilidade dos argentinos, especialmente no cumprimento de contratos internacionais, atitude indispensável para não criar insegurança nos investidores.

De Brasília, Eichel enviou também recados a outros integrantes do G-20, do que podem e devem fazer para evitar novas crises financeiras mundiais. Os Estados Unidos precisam combater seu déficit público, que chegará em 2004 ao recorde de 520 bilhões de dólares. O governo chinês, por sua vez, deveria flexibilizar sua política cambial, desvinculando o iuan do dólar.

Pela autonomia do BC

Já os países europeus e os emergentes, sobretudo estes, deveriam realizar mais reformas, para garantir a sustentabilidade de suas dívidas. O Brasil estaria num bom caminho neste sentido, segundo o ministro Eichel.

Ele, porém, enfatizou a importância de um banco central independente, projeto que aparentemente não terá prioridade do governo Lula este ano.

"A partir de nossa experiência (na Europa e na Alemanha), posso dizer que um BC autônomo é bom para a implementação de uma política financeira sustentável e para permitir uma política de controle de preços razoável", afirmou.

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