1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Eichel a serviço do G-20

O ministro alemão das Finanças regressa da África do Sul, onde esteve preparando a próxima conferência do G-20. A Alemanha preside atualmente o grupo, do qual o Brasil participa, e cujas metas são pouco conhecidas.

default

G-8 ou G-20: muitos se sentam à mesma mesa

Hans Eichel, ministro alemão das Finanças, regressa neste sábado (24/07) de uma viagem de cinco dias à África do Sul, único país africano que integra o Fórum de Países Industrializados e Emergentes conhecido pela sigla G-20. Ele é composto por 19 nações de perfis os mais diversos, da Argentina e Brasil aos Estados Unidos, passando pela Arábia Saudita e Índia, e mais a União Européia (UE) em bloco.

O G-20 preocupa-se principalmente com questões financeiras: como secar as fontes que financiam o terrorismo internacional; como superar crises financeiras em regiões ou países distintos; como evitar que os integrantes do grupo se prejudiquem mutuamente na corrida pelos menores impostos. Estes temas comporão também a agenda em novembro, quando se realizará em Berlim a próxima conferência do G-20.

Em prol de mercados financeiros seguros

"O G-20 foi constituído em 1999, após a crise asiática", esclarece Peter Nunnenkamp, do Instituto da Economia Mundial de Kiel. "Seu propósito é criar estabilidade no setor financeiro."

Em 2004, a presidência está a cargo da Alemanha. O ministro das Finanças tem realizado várias viagens, "a fim de colocar as metas no foco das atenções, em conversas bilaterais", relata uma porta-voz do ministério. "Se os mercados financeiros entrarem em crise, isto terá conseqüências também para nós."

Resoluções não são vinculativas

Nunnenkamp acha teoricamente possível que o grupo seja bem-sucedido em sua missão. "Os países decisivos já estão dentro do grupo. Se eles conseguirem chegar a um acordo entre si, a coisa dará certo." Na prática, porém, existiriam dificuldades: "Acho improvável que os EUA, a UE e os países em desenvolvimento cheguem a um consenso quanto a determinados padrões".

G 20 Mexiko Wirtschafzsgipfel

Conferência do G-20 no México, em outrubro de 2003

Para poder estabelecer padrões financeiros, seria preciso impor sanções, atribuição que não cabe ao G-20. O grupo não pode aprovar resoluções vinculativas, mesmo porque não possui estruturas determinadas. Segundo o Ministério das Finanças, trata-se de um fórum de deliberações, sem sede fixa. "Por isso também é que quase ninguém o conhece", constata Nunnenkamp.

De oito a 77 – os inúmeros G's

Não é de se admirar que se perca a noção, diante dos inúmeros grupos que atuam no âmbito da política internacional. Paralelamente ao G-20, existe ainda o G-21 – liderado pelo Brasil, a China e a Índia –, também dedicado ao comércio mundial. Composto inicialmente por 21 países, este grupo varia quanto a seus integrantes.

O G-24, criado em 1971 e composto quase que só por países em desenvolvimento, ocupa-se da harmonização financeira. O Fundo Monetário Internacional (FMI) mexe também os pauzinhos no G-20 e no G-24, mas não no G-21.

Sem se esquecer do G-77, formado em 1964 por – 77 – países em desenvolvimento. A intenção era criar um contraponto ao atual G-8, composto pelos sete maiores países industrializados do mundo mais a Rússia. "São tantos os G's que a gente faz confusão", admite Nunnenkamp.

Não há alternativa à mesa-redonda

O especialista não quis pronunciar-se a respeito da questão sobre se tantos grupos de debate não acabam conduzindo a conflitos. Mas afirma que não ocorrem incompatibilidades jurídicas – justamente porque as rodadas dos G's não podem impor regras vinculativas. E acha positivo que as nações se sentem a uma mesa, quando se trata de assuntos de peso.

A conferência de novembro, quando se reunirão em Berlim ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, também não produzirá mais que declarações e apelos a respeito de determinados temas. "No setor financeiro, muita coisa acontece por meio de acordos voluntários", afirma Nunnenkamp. Em sua opinião, que todos se sentem a uma mesa é a única forma possível de abordar e tentar resolver os problemas. Mas não é fácil: "Os choques de interesses são às vezes imensos".

Leia mais