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Mundo

EI treinou ao menos 400 homens para atacar a Europa

"Estado Islâmico" preparou centenas de militantes para executar atentados em solo europeu, dizem autoridades. Rede de células terroristas como as que atacaram Paris e Bruxelas estaria espalhada por vários países.

O grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI) treinou pelo menos 400 militantes para executarem atentados na Europa, implantando uma rede de células terroristas como as que atacaram Bruxelas e Paris, informou nesta quinta-feira (24/03) a agência de notícias AP, baseada em entrevistas com autoridades.

A rede de células ágeis e semiautônomas mostraria o alcance do grupo extremista na Europa, apesar de ele estar perdendo terreno na Síria e no Iraque. Os terroristas teriam ordem de escolher a hora, lugar e método dos ataques para provocar o máximo de caos.

As fontes da agência incluem autoridades de inteligência europeias e iraquianas, além de um legislador francês que acompanha as atividades das redes jihadistas. Segundo eles, há campos de treinamento da Síria, Iraque e, possivelmente, em áreas do antigo bloco soviético, onde combatentes são treinados para atingir o Ocidente.

Combatentes "em todos os lugares"

Antes de ser morto pela polícia, o líder dos ataques de Paris de 13 de Novembro afirmou que havia entrado na Europa num grupo multinacional de 90 combatentes, que estariam dispersos "mais ou menos em todos os lugares".

Depois de fugir de Paris imediatamente após os atentados de novembro, Salah Abdeslam, preso na última sexta-feira, forjou uma nova rede no bairro de sua infância, Molenbeek, há muito conhecido como um paraíso para os jihadistas.

"Ele não só conseguiu fugir, mas também organizou outro ataque, com cúmplices em todos os lugares", afirma a senadora francesa Nathalie Goulet, colíder de uma comissão de acompanhamento de redes jihadistas.

Estimativas variam de 400 a 600 combatentes do "Estado Islâmico" treinados especificamente para ataques externos, de acordo com os especialistas, incluindo Goulet. Cerca de 5 mil europeus foram para a Síria. "A realidade é que se soubéssemos exatamente quantos eles eram, isso tudo não estaria acontecendo", disse ela.

Mais de quatro fontes com acesso às estatísticas de combatentes encarregados de ataques na Europa corroboram independentemente os números de extremistas treinados para ataques específicos na Europa, incluindo alguns que interrogaram diretamente esses militantes. Outros checaram informações sobre combatentes que chegam e que saem da Europa.

Ao reivindicar a responsabilidade pelo ataque de terça-feira, o "Estado Islâmico" descreveu o grupo como uma "célula secreta de soldados" enviada a Bruxelas para o propósito. As células foram confirmadas pela Europol, que ressaltou num relatório divulgado no final de janeiro que autoridades de inteligência acreditavam que o grupo fora treinado para ataques específicos.

MD/ap

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