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Mundo

EI ordenou atentado que matou 102 em Ancara, afirmam promotores

"Estado Islâmico" está por trás do duplo ataque a bomba ocorrido durante manifestação na capital da Turquia, diz procurador-chefe. Objetivo era "adiar as eleições legislativas", instalando o caos e a instabilidade.

Uma célula local do grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI), que recebeu ordens de extremistas na Síria, está por trás dos ataques suicidas que mataram 102 pessoas durante uma marcha pacífica em

10 de outubro em Ancara

, afirmaram promotores turcos nesta quarta-feira (28/10).

"Foi determinado que o grupo [que executou o ataque] planejou atentados na Turquia depois de receber instruções diretas da organização terrorista Daesh [nome árabe do EI] na Síria", afirma um comunicado publicado no site do gabinete do procurador-chefe de Ancara.

Türkei Anschlag in Ankara - Moment der Explosion

Imagem de TV mostra momento em que uma das bombas explodiu durante passeata em Ancara

Segundo o procurador, o grupo jihadista pretendia, com o ataque, "adiar as eleições legislativas de 1º de novembro", criando uma situação de caos e instabilidade. Ele disse ainda ter obtido fortes evidências de que a célula do EI, baseada na província de Gaziantep, perto da fronteira com a Síria, também foi responsável por quatro ataques anteriores, ocorridos a partir de maio e que tiveram como alvo apoiadores do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

O procurador afirmou que investigadores identificaram um "fluxo regular de dinheiro" do "Estado Islâmico" na Síria para a célula turca. A informação foi obtida após peritos terem examinado computadores do grupo, explicaram os promotores, acrescentando que apenas cerca de 5% do "material digital" tinha sido inspecionado até agora.

Na semana passada, os promotores disseram ter identificado um dos homens-bomba da marcha em Ancara como sendo um militante do "Estado Islâmico" cujo irmão também executou um atentado similiar em Suruc, perto da fronteira com a Síria, em julho, no qual morreram 34 pessoas. A imprensa turca afirma que o suicida era conhecido das autoridades.

AS/lusa/ap/afp

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