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Mundo

EI mostra bomba que teria abatido avião russo

Revista da milícia terrorista "Estado Islâmico" publicou foto do que afirma ser o artefato que provocou a queda da aeronave russa na península egípcia do Sinai no mês passado, matando as 224 pessoas a bordo.

A revista oficial da milícia terrorista "Estado Islâmico" (EI) publicou nesta quarta-feira (18/11) uma foto do que afirma ser a bomba improvisada que derrubou o avião russo na península egípcia do Sinai no mês passado, matando as 224 pessoas a bordo.

A foto mostra uma lata de refrigerantes e o que parece ser um detonador e um interruptor, sobre um fundo azul.

"Os cruzados divididos do Oriente e do Ocidente acreditavam-se seguros em seus aviões, enquanto bombardeavam covardemente os muçulmanos do califato", afirmou a revista Dabiq, que circula a partir desta quarta-feira nas redes sociais. "E por isso, a revanche era necessária sobre aqueles que se sentiam seguros nas cabines", acrescentou.

O EI também publicou uma foto do que afirma serem passaportes russos pertencentes aos passageiros mortos, "obtidos pelos mujahidins". Não foi possível verificar a autenticidade das fotos publicadas na revista.

O grupo afirma que aproveitou uma falha na segurança do aeroporto de Sharm el-Sheikh, onde o Airbus 321 decolou, para colocar a bordo uma bomba.

A milícia terrorista disse que tinha inicialmente planejado derrubar um avião pertencente a um país integrante da coalizão internacional liderada pelos EUA, mas que mudou de ideia depois que Moscou começou a sua própria campanha de bombardeios aéreos na Síria.

Os serviços secretos russos reconheceram formalmente na terça-feira que o avião caiu como resultado de um ataque a bomba. De acordo com o jornal russo Kommersant, a bomba estava na área de passageiros do Airbus. Uma análise dos restos do avião indicam que o explosivo pode ter sido colocado sob um assento perto da janela, afirma a publicação, citando um informante anônimo ligado às investigações.

A bomba era fabricada com "munição profissional", como explosivo plástico, afirmou uma fonte à agência de notícias Interfax, que também aponta para a alta probabilidade de que um funcionário do aeroporto Sharm el-Sheikh tenha colocado a bomba a bordo, pouco antes da decolagem do avião.

Na mesma edição online da revista, o EI anunciou duas execuções, exibindo fotos de dois corpos, que afirma serem de dois sequestrados pelos quais os islamistas pediam pagamento de resgate: um homem de 48 da Noruega e um chinês de 50 anos. A mensagem mostra imagens de dois corpos e um cartaz com a palavra "executados".

MD/dpa/rtr


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