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Mundo

Egito deposita esperanças em novo presidente Al-Sisi

Em sua campanha, marechal Fattah Al-Sisi prometeu combater o terrorismo. Apoiadores esperam nova prosperidade para o país, críticos temem aumento da repressão. Em um ano, governo interino prendeu 40 mil oposicionistas.

O ex-chefe das Forças Armadas do Egito, o marechal de campo da reserva Abdel Fattah al-Sisi, foi empossado presidente neste domingo (08/06). Assim, três anos após o movimento de revolta popular conhecido por "Primavera Árabe", um militar volta a liderar o país norte-africano.

A população deposita grandes esperanças no ex-comandante, porém seus críticos temem maiores restrições à liberdade política. Afinal, no espaço de cerca de um ano, desde a deposição de seu antecessor Mohammed Morsi – pela qual Al-Sisi foi responsável –, mais de 40 mil manifestantes já foram presos.

Devido ao empossamento presidencial, o domingo, normalmente dia de trabalho no Egito, foi declarado feriado. Entre os numerosos chefes de Estado e de governo convidados para a cerimônia, constavam os presidentes iraniano, Hassan Rohani, e palestino, Mahmoud Abbas.

Em seis décadas, Morsi, da Irmandade Muçulmana, foi o único civil à frente da República Árabe do Egito. Ele vencera as primeiras eleições livres em 2012, após as revoltas da Primavera Árabe. Um ano mais tarde, após protestos de massa, a liderança militar encabeçada por Al-Sisi depôs o fundamentalista islâmico e instaurou um governo interino.

Parlamento representativo

Num pleito com participação do eleitorado inferior a 50%, o marechal de 59 anos foi o vencedor inconteste no final de maio, conquistando 23 milhões, ou 96,9% dos votos. Muitos egípcios veem no militar veterano uma garantia de estabilidade e, com esta, uma perspectiva do retorno dos turistas ao país abalado por conflitos internos.

Wahlsieg Abdel Fattah al-Sisi/ Ägypten/

Júblio no anúncio do resultado das eleições presidenciais

Durante sua campanha eleitoral, o futuro presidente deu especial destaque ao "combate do terrorismo". Há temores que isso venha a significar, acima de tudo, a repressão aos ativistas políticos.

Além das milhares de prisões efetuadas desde a queda de Morsi, o Ministério do Interior no Cairo anunciou que pretende vigiar estritamente as redes sociais como o Facebook e o Twitter.

Em seguida ao pleito presidencial em maio último, a União Europeia (UE) saudou o ex-chefe das Forças Armadas. Apesar de apreensões relativas à liberdade de reunião e de opinião, o escrutínio transcorreu basicamente de forma pacífica e ordeira, enfatizou na ocasião a alta representante para relações exteriores e política de segurança da UE, Catherine Ashton.

Após a posse de Al-Sisi, um novo parlamento será eleito, no terceiro trimestre deste ano. A legislação nacional prevê um total de 567 deputados, dos quais 540 eleitos por voto direto e 24 indicados pelo presidente. Um sistema de quotas visa garantir que os diferentes setores da sociedade egípcia estejam devidamente representados. Assim, 24 parlamentares serão cristãos coptas e 70, mulheres.

AV/dpa/rtr

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