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DW 60 anos

Efim Schuhmann

Durante a queda do Muro, em Berlim, consegui fazer as melhores gravações de som ambiente em toda a minha carreira de jornalista.

Olhando para trás, penso logo em dois grandes acontecimentos jornalísticos: a queda do Muro de Berlim em 1989 e o golpe militar de Moscou, em agosto de 1991.

Quando o serviço secreto e os conservadores do Partido Comunista, contrários à Perestroika, tentaram depor Gorbatchev, os programas da redação russa da Deutsche Welle eram quase sempre ao vivo. Eu era o apresentador do programa, e sentado no estúdio vi no televisor as barricadas diante da sede do governo russo, conversei com correspondentes no local e em outras cidades da Rússia, entrevistei ao vivo os funcionários da sede do governo. Enfim, a Deutsche Welle estava no centro dos acontecimentos, junto daqueles que, na época, defenderam a democracia com sucesso.

A mídia estatal silenciava ou enviava mensagens ameaçadoras e nós éramos a voz daqueles heróis, e essa foi uma tarefa honrosa.

Em novembro de 1989, estive ao vivo no centro dos acontecimentos. Voei de Colônia para Berlim Ocidental, e fiz as minhas reportagens para a Deutsche Welle bem na frente do Muro.

Ali consegui fazer as melhores gravações de som ambiente em toda a minha carreira de jornalista. À minha esquerda estavam alguns "Mauerspechte" (pica-paus do Muro), como foram chamados os que tentavam quebrar pedaços do Muro: dois jovens alemães atléticos com marreta na mão, e a cada batida, o Muro tremia literalmente: BUM BUM BUM.

À minha direita, um grupo de turistas japoneses tentava fazer o mesmo à maneira deles. Eles tinham martelinhos idênticos, pareciam até de brinquedo, e batiam metódicos e com precisão: TUC TUC TUC, TUC TUC TUC, BUM BUM! Que barulhos fantásticos. Claro que eu também tirei um pedaço do Muro para mim. Olha ele aí.