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Copa do Mundo

Efeito positivo da Copa sobre economia alemã tem vida curta

O clima festivo que ainda toma conta da Alemanha em função da Copa do Mundo não será suficiente para dar um impulso duradouro à maior economia da eurolândia. A declaração é do presidente do Bundesbank, Axel Weber.

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Maior economia da eurolândia ainda tem muitos problemas a enfrentar

"Uma grande Copa do Mundo por si não garante o funcionamento de uma economia inteira", disse o presidente do Bundesbank, Axel Weber, em entrevista publicada no jornal Die Welt.

"A atual sensação positiva é um fenômeno de curto prazo. O que importa são as tendências de longo prazo. Portanto, não vai levar muito tempo até estarmos falando sobre os mesmos problemas que tentamos resolver há anos", afirmou o chefe do banco central alemão.

Bundesbankpräsident Axel Weber

Para Axel Weber entusiasmo gerado pela Copa é de curto prazo

Weber, que faz parte do conselho de decisões do Banco Central Europeu, foi entrevistado pelo jornal juntamente com Hans-Joachim Körber, presidente da cadeia de distribuição Metro, e Peter Bofinger, um dos chamados "Cinco Sábios", um grupo de consultores econômicos independentes que assessora o governo alemão.

Efeito de vida curta

Körber e Bofinger concordam que o chamado "efeito Copa do Mundo" terá vida curta para a economia alemã. "É bom que as pessoas do país saibam novamente o que é uma atmosfera positiva. Mas a Copa do Mundo acabou, enquanto os problemas continuam", lembrou Körber.

Para Bofinger, "certamente não podemos descansar. Mas não é como se estivéssemos bem no início das reformas, como se sugere repetidamente. Comparada a nossos vizinhos europeus, a Alemanha já conquistou muito. Após o último pacote de reformas, o estado de espírito é o melhor desde 1991".

Weber alertou que o crescimento da economia alemã vai retroceder no próximo ano, como resultado da decisão do governo de aumentar o Imposto sobre Valor Agregado em três pontos percentuais, passando para 19% a partir de 1º de janeiro de 2007.

Aumentos à vista

O Bundesbank está prevendo um aumento do Produto Interno Bruto em 1,5% este ano e 1,1% em 2007. "Sabemos por experiência que tais aumentos de impostos têm um efeito de freio muito forte sobre o consumo privado", afirma Weber.

Acoplado a preços de petróleo elevados, que aumentam os custos de energia e combustível, o aumento do IVA consumirá as rendas líquidas e elevará a inflação, segue o diretor do Banco Central alemão. O Banco Central Europeu está preocupado que os preços do petróleo elevados provoquem uma espiral inflacionária, em razão da qual sindicatos exigirão aumentos salariais para compensar a perda de poder aquisitivo decorrente do aumento dos preços da energia.

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