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Camarote.21

Edição do dia 09/11

Ficou curioso sobre as reportagens desta edição do Camarote.21? Aqui você encontra mais informações sobre os artistas, eventos e exposições que mencionamos. Se ficou com alguma dúvida, escreva para nós.

O dia 9 de novembro de 1989 foi marcado pelo fim da barreira que dividia a Alemanha por 28 anos. Erguido em uma noite pelo regime socialista, o Muro de Berlim simbolizava a bipolaridade do mundo durante a Guerra Fria. O Camarote.21 desta semana faz uma homenagem aos 25 anos da queda do Muro de Berlim.

O simpático Ampelmann e sua companheira

Em 1961, mesmo ano em que o Muro de Berlim foi erguido, o psicólogo de trânsito Karl Peglau apresentou um novo projeto ao Ministério de Transportes da antiga RDA. Nascia assim o Ampelmann, o simpático bonequinho do semáforo de pedestres que logo conquistou a Berlim Oriental. Nas ruas desde 1969, o Ampelmann já teve sua eficácia como sinal de trânsito comprovada cientificamente. Estudos mostram que o homenzinho de chapéu é mais fácil de se identificar do que qualquer outra figura de semáforo, sendo, portanto, mais seguro. A televisão da Alemanha Oriental utilizou os bonequinhos em campanhas educativas, ensinando regras de trânsito às crianças.

Com a reunificação da Alemanha, o personagem perdeu espaço. A maioria dos sinais de trânsito foi substituída por modelos produzidos no lado ocidental devido a frequentes falhas eletrônicas. Mas em meados da década de 90, moradores do antigo lado oriental lutaram pela volta do homenzinho do semáforo. O Ampelmännchen voltou, e hoje está não só por toda a cidade de Berlim, mas também em outras cidades de leste a oeste do país.

O Ampelmann se transformou também em um negócio lucrativo. Nos anos 90, o designer Markus Heckhausen teve a ideia de transformar a figura em marca. Hoje, a empresa dele vende uma infinidade de produtos com a imagem do homenzinho.

E inspirada pelo sucesso do Ampelmann, uma nova figura passou a chamar a atenção dos pedestres. Desde 2004, a presença feminina da Ampelfrau vem adicionando charme e simpatia às ruas da Alemanha.

A Montanha do Diabo

Teufelsberg (em português, "Montanha do Diabo") é o ponto mais alto de Berlim - com 120 metros de altura. Durante a Guerra Fria, ela era o posto de onde norte-americanos e britânicos interceptavam a comunicação inimiga da Berlim Oriental e até mesmo da União Soviética. Leia um pouco sobre a história da montanha aqui.

Vinte e cinco anos após a queda do Muro de Berlim, Teufelsberg é atualmente uma ruína que chama a atenção de boêmios e artistas, entre eles o grupo Lichtpiraten (Piratas da luz, em tradução livre), que utilizou o espaço recentemente para uma instalação. Veja algumas Site do grupo "Lichtpiraten"/projects/teufelsberg:fotos#.

Muro de Berlim é tema de diversos longas

A divisão da Alemanha – simbolizada concretamente pelo Muro de Berlim – foi tema de diversas produções cinematográficas. Entre elas, Mit dem Wind nach Westen, que conta a história de duas famílias que fugiram da RDA em um balão; e West Wind, que retrata a história de duas irmãs gêmeas, grandes altetas da Alemanha Oriental. Durante as férias na Hungria, as irmãs conhecem dois garotos da Alemanha Ocidental e se apaixonavam. Uma delas foge para Hamburgo com o novo namorado.

A produção mais recente baseada em uma história real é o filme Bornholmer Strasse, que se passa no dia 9 de novembro de 1989, quando o porta-voz do partido socialista anunciou a queda do Muro de Berlim em uma coletiva de imprensa. O comunicado inesperado na televisão, no entanto, não foi oficialmente transmitido para os policiais de fronteira – que ficaram incrédulos e sem saber como agir. O filme de Christian Schwochow narra a noite histórica em liguagem cômica.

Passeio ciclístico ao longo do Muro de Berlim

Deutschland Berlin Mauer Bruderkuß von Dimitri Vrubel aus Moskau

A rota do antigo muro tem 160 quilômetros de comprimento. Axel von Blomberg é autor do Radkultour, um guia para ciclistas pelo trajeto do antigo muro. Muito pouco restou da antiga barreira. Um dos poucos resquícios é a famosa East Side Gallery> 1,3 quilômetros de concreto pintados por artistas de todo o mundo após a queda do Muro. Cerca de cem mil pessoas visitam a galeria de arte ao ar livre todos os anos.

O tour também passa pelo posto de fronteira Checkpoint Charlie e pelo museu Haus am Checkpoint Charlie, que documenta histórias de tentativas de fuga e oferece informações aprofundadas sobre a divisão da Alemanha. Na praça Potsdamer Platz, o passeio segue pela nova Berlim. Aqui, tudo o que resta do Muro são marcas de paralelepípedo no asfalto. O passeio de Axel von Blomberg termina com uma visita ao Memorial do Muro na rua Bernauer Strasse, que separa os bairros de Mitte e Wedding.

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