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Mundo

Economista liberal é nomeado primeiro-ministro do Egito

Ex-ministro das Finanças, Hazem al-Beblaui comandará o governo que, segundo militares, fará transição para novas eleições e mudanças na Constituição. Nobel da Paz ElBaradei será vice-presidente para Relações Exteriores.

O presidente interino do Egito, Adly Mansour, designou nesta terça-feira (09/07) o economista liberal Hazem al-Beblaui como primeiro-ministro e o encarregou da formação do governo de transição. Mansour ainda nomeou o Nobel da Paz Mohamed ElBaradei como vice-presidente encarregado das Relações Exteriores.

O anúncio dos novos nomes para os cargos de alto escalão do governo egípcio é feito um dia depois de o presidente divulgar que as próximas eleições presidenciais e parlamentares serão realizadas no início do ano que vem.

As nomeações também encerram com um impasse entre as facções que apoiaram a retirada de Mohammed Morsi do poder, na semana passada. Liberais, seculares e outras correntes vinham tentando costurar um acordo em torno de um nome deles para o posto de primeiro-ministro. A ideia era manter os salafistas do Al-Nour fora do gabinete.

Com forte posicionamento pró-reformas no Egito, ElBaradei era cogitado para assumir a Presidência do país após a saída de Morsi, mas seu nome fora vetado pelos salafistas por ser considerado excessivamente laico pelos islamistas.

Mohammed el-Baradei

O nome do Nobel da Paz El Baradei sofreu resistência dos islamistas

A nomeação de ElBaradei é anunciada um dia depois da morte de 50 manifestantes pró-Morsi em confronto com forças de segurança egípcias. As mortes aprofundaram ainda mais a polarização entre islamistas e as forças que apoiaram o golpe militar.

Beblaui, de 76 anos, foi vice-primeiro-ministro e ministro de Finanças em uma das primeiras composições de governo montadas em 2011, logo após a queda do ditador Hosni Mubarak. Após a morte de 26 manifestantes cristãos coptas em confrontos com tropas do governo e forças de segurança em outubro do mesmo ano, Beblawi entregou o cargo.

Ele é ainda cofundador do Partido Social-Democrata, uma das muitas legendas seculares do grupo liberal Fronte de Salvação Nacional, que apoiou ativistas que organizaram os grandes protestos que antecederam à queda de Mohammed Morsi.

A nomeação do primeiro-minsitro e o anúncio de um plano de transição também teve como objetivo mostrar ao Ocidente que o país dá passos para ter um governo civil eleito. Os EUA mostraram preocupação após a queda do primeiro presidente democraticamente eleito da história egípcia e, segundo analistas, poderiam retirar a ajuda de 1 bilhão de dólares que dão anualmente ao país – dinheiro destinado principalmente ao setor militar.

Mansour já havia anunciado uma agenda de transição pelo caminho democrático, na qual estão previstas uma consulta popular sobre mudanças na Constituição e novas eleições presidenciais e parlamentares. Segundo o presidente, uma nova Assembleia Constituinte deve ser formada em até duas semanas. Seus integrantes terão dois meses para sugerir alterações na atual Carta Magna, considerada de tendência islamista.

Então, após quatro semanas, os egípcios deverão aprovar as mudanças por meio de uma consulta popular. As eleições deverão ocorrer dois meses após a entrada em vigor da nova Constituição, ou seja, em meados do próximo ano.

MSB/ap/afp/rtr

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