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Brasil

"Economist" mostra Brasil no atoleiro

Revista dedica capa à situação da economia brasileira, que segundo ela vive pior período desde início dos anos 1990. Levy é elogiado, mas é descrito como de "mãos atadas" por situação criada pela gestão anterior.

A revista britânica The Economist faz duras críticas ao desempenho da economia brasileira na edição que vai às bancas neste sábado (27/02). Com a manchete "O atoleiro do Brasil", a publicação tem, na capa de sua versão para a América Latina, uma passista de escola de samba coberta por uma gosma verde e diz, em editorial, que o país enfrenta sua maior turbulência desde o começo dos anos 1990.

A renomada publicação afirma que os problemas econômicos do país são bem maiores do que o governo admite ou que os investidores possam perceber, lembrando o escândalo de corrupção na Petrobras.

"Escapar desse atoleiro seria difícil mesmo para uma grande liderança política. Dilma, porém, é fraca. Ela ganhou a eleição por pequena margem, e sua base política está se desintegrando", afirma a revista.

A Economist afirma que boa parte dos problemas brasileiros foram gerados pelo próprio governo e chama a estratégia do Planalto de "capitalismo de Estado". Os brasileiros, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, "estão percebendo que compraram falsas promessas", diz a revista.

Segundo a revista, "a estagnação na qual o país caiu em 2013 está se tornando uma completa – e provavelmente prolongada – recessão, uma vez que a inflação pressiona os salários e a capacidade de pagamento das dívidas do consumidor".

"Levy está de mãos atadas"

O semanário cita também a investigação de corrupção na Petrobras e suas consequências, como a paralisação de gastos e investimentos. Ele afirma ainda que a desvalorização do real em relação ao dólar prejudica a situação de empresas brasileiras que possuem dívidas em moeda estrangeira.

Ao mesmo tempo, a revista diz ser positivo o fato de a presidente ter reconhecido a necessidade de mudanças na equipe econômica e que o país precisava estar mais próximo do mercado financeiro para manter seu grau de investimento. Com juros e inflação alta, a retomada do crescimento será lenta, prevê a Economist.

Apesar de simpatizar com o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a publicação afirma que um dos raros liberais do país está de "mãos atadas" por causa da situação criada pela gestão anterior.

Para colocar a economia em ordem, prossegue a revista, Levy terá que lidar com a chamada "armadilha da recessão", que envolve a retirada do subsídio à eletricidade, a volta do Cide (tributo sobre combustíveis) e a redução de empréstimos subsidiados do BNDES a alguns setores.

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