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Economia

Economia alemã deverá ter maior crescimento dos últimos seis anos

Previsão feita pelos principais institutos de pesquisa econômica da Alemanha aponta para a maior alta do PIB em seis anos, graças ao aumento das exportações e da demanda interna.

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Relatório tece críticas à política econômica do governo, em especial ao aumento de impostos

Os seis principais institutos de pesquisa econômica da Alemanha revisaram para cima sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país para este ano. De acordo com o prognóstico divulgado nesta quinta-feira (19/10), a alta será de 2,3%, ou meio ponto percentual acima do que havia sido previsto em abril.

Caso se confirme, será o maior crescimento da economia alemã em seis anos. Para chegar ao novo percentual, os institutos levaram em conta a elevação das exportações e o aumento da demanda interna.

Para o próximo ano, o prognóstico de crescimento da economia é mais pessimista. Os especialistas prevêem que o PIB alemão suba 1,4% em 2007, devido ao aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 16% para 19%, o maior da história da Alemanha no pós-guerra.

Os institutos não chegaram a um consenso sobre qual será o impacto desse aumento na economia alemã, mas afirmaram que ele será responsável pela desaceleração do crescimento do PIB.

Desemprego e inflação

Segundo o relatório, a taxa de desemprego este ano ficará em 10,4%, o que corresponde a 4,5 milhões de pessoas. A previsão anterior era de 11,2%. Para 2007, está previsto um índice de 9,9%, ou 4,3 milhões de desempregados.

Já a previsão de inflação para este ano é de 1,7%. Devido ao aumento do IVA o índice deverá chegar a 2,3% em 2007. O déficit orçamentário do governo deverá ficar em 2,4% do PIB, abaixo do limite de 3% exigido por Bruxelas.

Críticas ao governo

Os economistas criticaram o ministro das Finanças, Peer Steinbrück, pela elevação do IVA, a qual, receiam, impedirá um maior crescimento da economia alemã no próximo ano. Em vez de aumentar impostos, o governo deveria diminuir seus gastos – há "potenciais consideráveis de poupança" nos gastos do Estado, afirma o relatório.Steinbrück disse que o governo federal não concorda com a análise dos institutos. Ele afirmou que o crescimento do PIB mostra que a sua política está "absolutamente correta" e que o atual bom momento da economia não resolveria os problemas orçamentários do governo. "Economizar não é a única maneira de sanear as finanças públicas." Ele acrescentou que o aumento do IVA é irreversível.

Os seis principais institutos de economia do país divulgam dois relatórios sobre a situação econômica da Alemanha por ano, em abril e outubro. Eles estão sediados em Berlim, Hamburgo, Munique, Kiel, Essen e Halle.

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