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Economia

Economia alemã deve crescer 0,9% em 2002

Índice é inferior ao de outros países industrializados. Economistas prevêem queda do desemprego em 2003. Exportações impulsionam a conjuntura.

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Economistas alemães apresentam primeiro relatório conjunto de 2002

Os seis principais institutos de pesquisa econômica da Alemanha prevêem que a economia do país crescerá 0,9% em 2002 e 2,4% no ano que vem. De acordo com um parecer divulgado nesta semana, em Berlim, a Alemanha encontra-se no início de um crescimento econômico acelerado.

Em outubro de 2001, os economistas ainda haviam previsto um crescimento de 1,3% para este ano. O governo alemão aposta num índice de 0,75%. O ministro das Finanças, Hans Eichel (SPD), disse que as previsões dos institutos de pesquisa mostram que o governo está no caminho certo, com sua política econômica de médio e longo prazo.

Novo pacote econômico

Os especialistas afirmam que a recuperação da economia só poderá ser mantida se o Banco Central Europeu (BCE) garantir a estabilidade dos preços e se os salários também acompanharem essa tendência. Para a Alemanha, eles prevêem aumentos salariais médios de 2,5% em 2002 e 2003. Os cálculos dos economistas também consideram uma provável redução dos juros de 4,25 para 3,75% pelo BCE.

Para o mercado de trabalho alemão, as previsões são só róseas. A taxa de desemprego na Alemanha deve manter-se em torno dos 9,3%, com uma média anual de 3,96 milhões de desempregados em 2002. No ano que vem, o número de desempregados deve cair para 3,81 milhões (taxa de 8,9%).

Os institutos de pesquisa calculam que o governo terá de baixar um novo pacote econômico no valor de 8 bilhões de euros em 2003, para atingir sua meta de equilibrar as contas públicas em 2004. O déficit público previsto é de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002 e 1,6% em 2003. Essas previsões dos economistas são mais otimistas do que as da Comissão Européia e do governo alemão.

Exportações são o motor da economia

O principal impulso para a retomada do crescimento na Alemanha virá das exportações, que devem aumentar 2,2% em 2002 e 8,4% em 2003, índices que correspondem aproximadamente à expansão prevista do comércio mundial.

As estimativas dos economistas alemães baseiam-se na expectativa de crescimento dos países industrializados (2002: 1,2%; 2003: 2,8%) e da zona do euro (2002: 1,4%; 2003: 2,8%). A Alemanha terá taxas de crescimento menores do que os demais países industrializados, concluem os especialistas.

Desde 1950, os seis principais institutos alemães de pesquisa econômica (DIW/Berlin, HWWA/Hamburgo, Ifo/Munique, Instituto de Economia Mundial/Kiel, Instituto de Economia da Renânia-Westfália/Essen e Instituto de Pesquisa Econômica/Halle) apresentam dois relatórios anuais conjuntos ao governo. Suas previsões são consideradas um barômetro da conjuntura, da situação do mercado de trabalho e da evolução dos preços na Alemanha.