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Economia

Economia alemã dá sinais de recuperação

Depois de três anos de estagnação, a maior parte dos setores da economia da Alemanha vê, pela primeira vez, o futuro com mais otimismo. Uma pesquisa revelou sinais inconfundíveis de recuperação da economia do país.

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Porto de Hamburgo - saída da crise depende das exportações

O Instituto de Economia Alemã (IW), ligado ao empresariado do país, realiza uma pesquisa todo fim de ano, a fim de medir o grau de otimismo e as perspectivas de cada setor. Das 43 organizações empresariais consultadas desta vez, 25 disseram ver o seu setor em situação melhor do que no ano anterior. Só cinco registraram um clima de negócios pior no final de 2003 do que no de 2002 e 13 relataram que a situação permanece inalterada.

O otimismo se deve principalmente à fase de recuperação da economia nos Estados Unidos, segundo o diretor do IW, Gerhard Fels. Ele ressalta que o impulso que vem do outro lado do oceano é um pouco amortecido pela alta cotação do euro em relação ao dólar, que encarece os produtos alemães. Na opinião de Fels, a melhoria no clima de negócios está também diretamente ligada à política de reformas do governo alemão, embora as mudanças aprovadas tenham decepcionado muitos empresários.

Mais poder aquisitivo - O que mais está animando o empresariado dedicado ao mercado interno é o alívio fiscal para cidadãos e empresas, aprovado neste final de ano para entrar em vigor em 2004. A redução das alíquotas de impostos vai aumentar o poder de compra dos consumidores. Com isso, 26 dos setores atingidos pela pesquisa contam com uma recuperação da economia em 2004. Eles esperam um pequeno aumento da produção e do faturamento das empresas. Mas, mesmo assim, as perspectivas são muito melhores do que na virada de 2002 para 2003.

Disposição de investimentos - A pesquisa revelou também uma tendência evidente de investimentos, o que é fundamental para estimular mais fortemente o impulso iminente da economia e colocá-lo em bases firmes e duradouras, na avaliação do IW. Dezesseis setores revelaram que vão aumentar os seus investimentos e 19 responderam que querem investir em 2004 no mínimo tanto quanto investiram em 2003.

Esta disposição é maior exatamente nas áreas que exportam mais, como as indústrias química, de construção de máquinas, montadoras de veículos e fábricas de equipamentos eletrônicos. Só oito setores não planejam aumentar os seus investimentos, destacando-se entre eles os de mecânica de precisão, indústria óptica e de construção civil.

O IW considera urgentemente necessários investimentos em equipamentos, uma vez que eles vêm diminuindo desde o terceiro trimestre do ano 2000 e isto levou a uma redução clara do potencial de produção na Alemanha.

PIB voltará a crescer - Com base no resultado de sua pesquisa e outros dados, o IW estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha voltará a crescer em 2004, em torno de 1,5%. Considerando o crescimento zero em 2003, isto seria grande progresso, segundo Fels. "Não temos um grande impulso econômico em vista, mas depois da estagnação o que presenciamos agora é animador, é a fase inicial de uma recuperação da economia", disse o diretor do Instituto, ponderando, todavia, que os efeitos no mercado de trabalho ainda vão demorar.

As empresas de 20 setores voltados essencialmente para exportação esperam manter o mesmo número de empregados, outros 22 mais dedicados ao mercado interno contam até com uma redução do número de postos de trabalho. Provavelmente, só o setor industrial de manufaturados sintéticos vai criar mais empregos, conforme as sondagens do Instituto de Economia Alemã. A Alemanha tem quase 4,2 milhões de desempregados ou 10% da população apta para trabalhar.

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