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Economia

Economia alemã caminha a passos lentos

Pesquisa realizada pelo Instituto Alemão de Pesquisa Econômica aponta ausência de revitalização da economia do país. A supervalorização do euro frente ao dólar continua sendo responsável pela redução de exportações.

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Gernot Nerb: Evolução positiva dos bens de investimento é uma exceção

Os índices de crescimento registrados no primeiro trimestre de 2004 ainda são mínimos. Na virada do ano, especialistas haviam previsto um reaquecimento da conjuntura em torno de 0, 4% para o período.

O otimismo foi derrubado no início de março último, quando o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW) apontou apenas a possibilidade de que a economia do país crescesse 0,1% a mais do que no trimestre anterior. Os dados divulgados nesta terça-feira (13) não ficaram muito longe da previsão: a taxa de crescimento foi de 0,2%.

Bens de investimento – Para todo o ano, o DIW prevê um crescimento econômico de 1,4% – taxa sensivelmente inferior aos prognósticos do governo, que espera para 2004 uma arrancada na economia entre 1,5% e 2%. Apesar dos fracos sinais de impluso econômico, os especialistas vêem com otimismo alguns setores, principalmente no que diz respeito ao mercado interno.

“Os dados mais recentes demonstram que a economia interna reage de maneira positiva. Há uma clara tendência de crescimento sobretudo no setor de bens de investimento”, avalia o relatório divulgado pelo DIW.

Uma semana antes do início da Feira da Indústria em Hanôver, considerada a mais importante do mundo, é este o setor que mais contribui para os ventos otimistas. “A indústria dos bens de investimento está entre os poucos setores econômicos que vão bem. Os investimentos podem crescer na Alemanha, em 2004, algo em torno de 3%”, afirma Gernot Nerb, economista-chefe do Instituto Ifo, de Munique.

Prestadores de serviços – Outro setor que aponta para um crescimento diferenciado é o de prestação de serviços. Uma pesquisa realizada pela Câmara Alemã de Indústria e Comércio (DIHK) detectou entre os prestadores de serviços ares de otimismo, segundo informa a edição alemã do diário Financial Times.

Este otimismo, entretanto, não se reflete nos planos de investimentos e geração de empregos. “O empresariado espera para ver se o reaquecimento da conjuntura vai mesmo se mostrar como uma mudança sustentável”, observa Martin Wansleben, presidente da DIHK ao Financial Times Deutschland.

Segundo a pesquisa do DIW, menos promissores são os dados relacionados ao mercado externo, que ainda arca com as conseqüências de um euro extremamente valorizado perante o dólar. As exportações da Alemanha para os EUA sofrem com um euro forte. Em janeiro de 2004, a Alemanha exportou 10,5% a menos para os EUA, comparando-se ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, cresceram as exportações para outros países da zona do euro.

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