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Ciência e Saúde

Ebola pode permanecer até nove meses em esperma

Vestígios do vírus foram encontrados em corpo de homens curados. Apesar da cura, risco de infecção permanece. Estudo recomenda acompanhamento médico por mais tempo.

O vírus ebola pode permanecer no esperma de sobreviventes da infecção por até nove meses, revelou um estudo divulgado na revista médica New England Journal of Medicine nesta quarta-feira (14/10).

O estudo foi realizado em 93 voluntários do sexo masculino com idade superior a 18 anos na Serra Leoa. Essa é a primeira pesquisa do gênero, realizada a longo prazo, e mostra que vestígios do vírus podem permanecer no corpo de homens curados, o que representa um risco de infecção para outras pessoas.

"O estudo mostra que apesar do número de casos de ebola continuar a diminuir, os sobreviventes e suas famílias ainda enfrentam os efeitos da doença", afirmou o responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) pelo combate à doença, Bruce Aylward.

Segundo o especialista, cerca de 17 mil sobreviventes da doença na África Ocidental precisam "nos próximos seis a 12 meses de apoio, também para evitar que seus parceiros não sejam expostos ao vírus".

A OMS recomenda que homens façam testes três meses depois do início da doença. A partir de então, os exames devem ser repetidos mensalmente até que o risco de infecção seja descartado.

Desde o final de 2013, o ebola devastou a Serra Leoa, Libéria e Guiné, infetando mais de 28 mil pessoas e causando mais de 11 mil mortes.

CN/rtr/afp/ap/lusa

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