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Cultura

“... e você, o que é?”

A fantasia de carnaval revela sonhos secretos. A magia dos personagens mirins foi captada pela lente do premiado fotógrafo Dirk Gebhardt e é tema de uma exposição no Museu do Chocolate em Colônia.

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Pauline, 7 anos, vestida de arlequim

Fadas, bruxas, índios, piratas, princesas. Durante o carnaval esses e outros personagens estão à solta, colorindo a festa popular onde a fantasia não tem limites. Interessado em registrar a simbiose do universo infantil com seus personagens, o fotógrafo alemão Dirk Gebhardt saiu às ruas no carnaval 2002 de Colônia em busca de modelos mirins para seu projeto artístico.

Aline+Nora

Aline, 10 anos, numa mistura de vaqueira e xerife, e Nora, 9, de Pippi Meialonga, personagem dos livros de Astrid Lindgren

O resultado do trabalho será apresentado a partir do dia 10 de março até 27 de abril no Museu do Chocolate de Colônia, um local que exerce grande fascinação sobre as crianças e é, por isso, o espaço ideal para a mostra onde os baixinhos são protagonistas. Seu título é " ...und was bist Du?" (E você, o que é?), uma típica pergunta infantil na tentativa de decifrar a fantasia alheia.

Para fotografar as crianças em roupa de carnaval, Gebhardt usufruiu da luz natural e montou um fundo branco na rua para melhor destacar os personagens. A escolha do filme em preto-e-branco também segue a mesma linha, no intuito de concentrar a atenção na criança e sua interpretação da fantasia.

Maximilian

Maximilian, o crocodilo, 5 anos

Muito mais importante do que o traje em si, explica Gebhardt, em entrevista à DW-WORLD, é perceber o modo como cada criança incorpora seu personagem, como ela expressa aquilo que está representando. O resultado é interessante: a fadinha Celina, de cinco anos, parece estar atendendo a um pedido de mágica com sua varinha de condão. Maximilian, cinco anos, o ecológico, olha concentrado com sua roupa de crocodilo. Já Tao, nove anos, faz aquela cara de mau como Conde Drácula, enquanto a bruxinha Lydia, seis anos, ri como se tivesse acabado de fazer uma travessura.

Busca da própria identidade

"As crianças reagem com mais espontaniedade do que os adultos", avaliou Gebhardt, acrescentando que, por outro lado, os baixinhos são mais impacientes, fazendo com que cada sessão fotográfica não durasse mais que dois minutos. Quanto ao fato de as expressões nem sempre serem de alegria, o artista diz que foi proposital.

Tim+Alex

Tim, 11 anos, de xerife, e Alex, 10 anos, estrela do hóquei no gelo

Gebhardt achou interessante registrar as crianças no estágio intermediário, entre a brincadeira e a busca do seu próprio eu. "Elas parecem que estão sonhando e é isso que a gente queria passar nessas fotos, a procura, o desenvolvimento. Para eles (os baixinhos), a fantasia é uma das possibilidades de se expressar e aprender como funciona a própria personalidade", resumiu.

Brasil inclusive

O catálogo traz as 30 fotos selecionadas para a mostra, que tem o patrocínio da Ford e do Unicef. O dinheiro arrecadado com a sua comercialização será doado para projetos assistenciais aos meninos de rua do Brasil.

Dirk Gebhardt tem uma relação forte com o país sul-americano. Em 2001 ele foi agraciado com o prêmio Otto Steinert, da Sociedade Alemã de Fotografia, pela fotoreportagem Rio-Santos. Esse trabalho, que se estendeu por um ano e meio, exibe a realidade de nove lugares litorâneos entre Rio e São Paulo.

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