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Alemanha

E as crianças, onde ficam?

Na Alemanha, há pouquíssimas pessoas e instituições que tomam conta de crianças pequenas. Políticos tentam agora minimizar a grave situação. Pais e especialistas estão um tanto céticos.

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Faltam creches no país

Achar um lugar ou alguém para tomar conta de crianças de 0 a 3 anos é um problema na Alemanha. Pais com filhos nesta faixa etária têm que batalhar muito para conseguir um lugar em uma creche. A situação é tão dramática que em alguns casos as creches já aceitam reservar uma vaga antes mesmo de a criança nascer.

Ciente deste problema, que já existe há anos, a ministra da Família, Renate Schmidt, destinou 1,5 milhão de euros para a criação de 200 mil creches no país até o ano de 2010. Para muitos, esta medida ainda é insuficiente. Muitos pais também estão céticos.

Visão de lá e de cá

Os números falam por si: no Leste da Alemanha, 36% das crianças com menos de três anos têm um vaga em uma creche. No lado ocidental, são apenas 2,7%. A enorme disparidade é explicável.

O número maior de instituições infantis no Leste é uma herança do regime comunista. O sistema da ex-RDA encorajava as mães a exercer uma profissão fomentando creches para os pequenos.

Mutter mit Kind

Mãe com seu filho

No resto da Alemanha, deixar pessoas estranhas tomando conta de crianças não era uma prática muito aceita. "A política incentivava as mulheres a ficar em casa nos primeiros anos e assumir a educação dos filhos", relata Uta Meier, professora de Estudos sobre Família na Universidade de Giessen.

Transpondo diferenças

Para vencer este abismo cultural existente na sociedade alemã é preciso considerar os dois aspectos: uma parte da população quer mais creches financiadas com dinheiro público e outra prefere que sejam dadas maiores condições para que a mãe ou o pai possa deixar de trabalhar para ficar em casa cuidando dos rebentos em seus primeiros anos de vida.

Esta última proposta é apoiada pelo HBF, um escritório para questões familiares e segurança social com sede em Heildelberg. Kostas Petropulos, porta-voz da organização, tem dúvidas de que as instituições públicas possam oferecer a mesma qualidade de educação que a dos pais. Ele alega também que o projeto de lei do governo alemão não define um padrão de qualidade para as professoras nestas creches.

Eltern

Família alemã

A HBF elaborou cinco sugestões para tentar melhorar a situação vigente. Uma delas prevê um subsídio de mil euros por mês para os pais. O dinheiro seria gasto com uma ajuda externa ou para que a mãe ou o pai fique em casa durante os três primeiros anos do filho.Tal medida, acredita a instituição, ajudaria também a acabar com o modelo clássico de que o pai ganha o sustento e a mulher fica em casa.

Garantindo direitos

Esta visão é compartilhada pela professora Meier, quando afirma que o governo alemão deveria assimilar os novos comportamentos da sociedade como, por exemplo, o fato de o número de mulheres no mercado de trabalho ter subido de 59% para 64,5% nos últimos oito anos.

A Alemanha precisa de uma lei que garanta a todos os pais o direito de escolher quem tomará conta de seus filhos em todas as faixas etárias e independente da camada social. "Com a criação de novas creches, será possível acabar com a discriminação contra as mulheres que, depois de três anos fora do mercado de trabalho cuidando dos filhos, querem voltar a exercer a profissão", resume Meier.

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