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Mundo

Duplo atentado na Maratona de Boston abala EUA; Obama promete justiça

Duas explosões perto da linha de chegada da tradicional prova deixam ao menos três mortos e mais de cem feridos. Presidente evita falar em terrorismo, mas principais cidades americanas entram em alerta.

Duas bombas explodiram nesta segunda-feira (15/04) quase simultaneamente perto da linha de chegada da tradicional Maratona de Boston, num ataque coordenado que deixou ao menos três mortos, mais de cem feridos e colocou as principais cidades dos Estados Unidos em alerta.

A ação foi tratada pela polícia como um ataque planejado e coordenado com artefatos poderosos. O presidente Barack Obama, em discurso à nação, evitou usar o termo atentado terrorista. Ele prometeu, no entanto, que os responsáveis serão encontrados.

"Ainda não sabemos quem fez isso. E as pessoas não deveriam tirar conclusões precipitadas até que tenhamos todos os fatos. Mas não tenham dúvidas: vamos até o fim e vamos descobrir quem fez isso e por que razão. Qualquer pessoa ou grupo responsável sentirá todo o peso da justiça", afirmou o presidente americano, cerca de duas horas após os ataques.

As explosões aconteceram por volta das 14h45 do horário local (15h45, em Brasília), pouco mais de duas horas depois de o primeiro dos 27 mil corredores ter concluído a maratona. Uma bomba estava cerca de cem metros distante da outra. Perto do local foi encontrado outro explosivo, que foi detonado de forma controlada pela polícia.

US-Präsident Barack Obama nach Anschlag in Boston

Obama discursa à nação duas horas após os ataques

Outras duas bombas, segundo fontes dos serviços de inteligência americanos, teriam sido encontradas ao longo dos 42 quilômetros de rota da maratona. Ambas foram desativados pela polícia.

"Havia sangue por todo o lado, vítimas sendo carregadas em macas. Eu vi uma pessoa perder a perna, e outras chorando", contou no Twitter Steve Silva, repórter do jornal local Boston Globe.

Crianças entre feridos

Dos mais de cem feridos, pelos menos oito estão em condição crítica e outros 14 têm ferimentos graves. Dez pessoas tiveram que ter algum membro amputado. Um dos três mortos, segundo a rede de TV CNN, é uma criança de 8 anos.

Testemunhas descreveram o cenário após o atentado como sendo de caos – apesar do grande aparato de segurança e de médicos. O serviço de celulares em Boston foi derrubado intencionalmente para evitar potenciais detonações remotas de explosivos.

"Foi rápido. Foi uma explosão gigantesca. Uma pessoa do meu lado teve a perna arrancada abaixo do joelho, mas ainda estava viva", contou Mark Hagopian, dono de um hotel próximo ao local dos atentados.

Realizada desde 1897, a Maratona de Boston é considerada a prova mais tradicional do gênero, um dos eventos esportivos mais importantes do mundo e um dos maiores símbolos da cidade. Ela acontece no Patriots' Day, feriado estadual em Massachusetts. Por isso, no momento das explosões, além dos corredores havia milhares de pessoas nas ruas de Boston.

Para deputado, ato de terrorismo

Após as explosões, o governo de Nova York mobilizou unidades antiterroristas para proteger seus monumentos. A segurança também foi reforçada nas principais cidades dos EUA, em Londres e Paris. Em Washington, o serviço secreto estabeleceu um cordão de isolamento na Avenida Pensilvânia, onde fica a Casa Branca.

Boston Marathon Explosion

Ferido é levado por médicos após o atentado

Obama disse que foi informado sobre a situação logo após as explosões. Ele ligou pessoalmente para o prefeito de Boston, Tom Menino, e para o governador de Massachusetts, Deval Patrick, para colocar as autoridades federais à disposição da cidade.

"É claramente um ato de terrorismo. O que precisamos saber agora é se é uma ação interna ou externa", disse o deputado republicano Michael McCaul, presidente do Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Representantes.

Boston jamais foi alvo de um atentado de tal magnitude. No 11 de Setembro, um dos aviões jogados contra o World Trade Center decolou de Boston. Em dezembro de 2001, o britânico Richard Reid, que se autodenominava membro da Al Qaeda, tentou detonar explosivos escondidos em seu sapato num voo de Paris para Miami. Ele foi dominado por passageiros e o avião pousou a salvo em Boston.

RPR/ap/rtr/afp

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