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Economia

Dupla de alto poder "cai" na Bolsa de Frankfurt

Pressionados por críticas de investidores britânicos, Werner Seifert, presidente da Bolsa, e Rolf Breuer, que comandava o conselho fiscal, entregam seus cargos.

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Seifert cedeu e renunciou

Werner Seifert e Rolf Breuer já não comandam mais a Bolsa de Valores mais rentável do planeta. Ambos cederam às pressões de investidores ingleses e entregaram os cargos na segunda-feira.

Rolf Breuer

Breuer: só mais sete meses

O primeiro demitiu-se com vigor imediato do posto de presidente da Deutsche Börse AG, operadora da Bolsa de Valores de Frankfurt. O segundo deixará de ser presidente do conselho fiscal no final deste ano, antes do término de seu mandato.

O anúncio foi feito no final da tarde de segunda-feira (09/05) após reunião extraordinária do conselho fiscal, em Frankfurt. A ex-dupla de alto poder cedeu às pressões e às críticas de acionistas britânicos, liderados pelos fundos de investimentos Hedge-Fonds TCI e Atticus, que em março frustraram a tentativa de Seifert de incorporar a Bolsa de Londres (London Stock Exchange/LSE). Os negócios em Frankfurt serão conduzidos pelo diretor de finanças Mathias Hlubek até que seja escolhido um novo presidente.

Rixa antiga

Os desentendimentos entre alemães e ingleses tiveram início em março, e os últimos encontros entre as partes já mostravam que a agora ex-diretoria da Bolsa de Frankfurt não contava com a confiança dos outros.

A luta direta pelo poder que levou à demissão da dupla já se arrastava, portanto, há algumas semanas. Para amenizar os críticos, a Deutsche Börse havia anunciado a distribuição de dividendos no montante de 1,5 milhão de euros nos próximos dois anos.

Mas essas negociações não surtiram os efeitos desejados, e os investidores insistiram nas renúncias de Seifert e Breuer. A imprensa alemã especulou nos últimos dias que os britânicos somavam 35% do capital, mas o valor não foi confirmado.

Ambos subestimaram a insatisfação durante muito tempo, e não apenas do TCI, mas também de outros fundos, como o Fidelity, Capital Group e Merrill Lynch. Eles haviam reclamado que o conselho fiscal não defendia os interesses da maioria dos acionistas.

Estes, entretanto, não estão representados efetivamente no conselho. Apenas 7% do total de ações está em mãos de alemães, quase a metade em portfólios de fundos de investimentos britânicos. Dentro do próprio país já havia se formado uma frente de resistência à gerência da Deutsche Börse. Deka, o fundo de investimentos das caixas de poupança na Alemanha, anunciara no último final de semana que se absteria na votação da assembléia geral.

E agora?

Entre o conselho fiscal chegou a ser especulado que os acionistas críticos seriam incluídos no grupo, mas eles teriam que apresentar um plano com suas intenções em relação ao futuro da Deutsche Börse. Por enquanto ainda não se sabe, por exemplo, quais são as idéias de Chris Hohn, diretor do TCI.

O Grupo Deutsche Börse faz mais do que organizar o mercado de ações. Ele também oferece serviços de transações, permitindo acesso rápido e a custos vantajosos de empresas e investidores aos mercados globais de capital.

Estes serviços abrangem toda a cadeia de comércio de ações, o processamento de encargos e a disponibilização das informações sobre o mercado até o desenvolvimento e funcionamento de sistemas eletrônicos de comércio.

Mais de 3200 funcionários oferecem estes serviços a clientes na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. A Deutsche Börse mantém escritórios na Alemanha, em Luxemburgo, na Suíça, na Espanha, nos Estados Unidos e representantes em Londres, Paris, Chicago, Nova York e Dubai.

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