DSO: há décadas fiel à música moderna | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 16.04.2009
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Cultura

DSO: há décadas fiel à música moderna

Sinfônica de Berlim é uma das mais respeitadas orquestras alemãs, e dedicada sobretudo à música moderna. Maazel, Ashkenazy, Nagano e Metzmacher estiveram entre seus regentes titulares.

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Ensaio na Filarmônica de Berlim

A Deutsches Symphonie-Orchester Berlin (DSO) foi fundada em 1946 com o nome de RIAS-Symphonie-Orchester, a orquestra da "Rádio no Setor Americano" de Berlim. O húngaro Ferenc Fricsay foi seu primeiro maestro titular, estabelecendo padrões e definindo o repertório do conjunto.

Nova Alemanha, novo nome

Sua sonoridade era caracterizada por transparência, clareza estrutural e plasticidade. E a RIAS logo tornou-se conhecida por seu comprometimento com a música do século 20 e a habilidade de atrair regentes de primeiro escalão.

Lorin Maazel

Lorin Maazel

Em 1964, o jovem Lorin Maazel assumiu a responsabilidade artística pela orquestra. Ele foi sucedido por Riccardo Chailly em 1982 e Vladimir Ashkenazy de 1989 a 1999. O início da era Ashkenazy coincidiu com um significativo momento da história alemã: a queda do Muro de Berlim e a reunificação do país.

Para evitar confusão na nova paisagem cultural da Berlim reunificada, a orquestra decidiu em 1993 abrir mão de seu nome tradicional em favor de Deutsches Symphonie-Orchester Berlin (DSO).

No século 21

Kent Nagano

Kent Nagano

O nipo-americano Kent Nagano foi uma figura de grande influência na passagem da orquestra para o novo século. Ele foi nomeado seu maestro titular e diretor artístico no início da temporada 2000-2001, mantendo os cargos até 2006. Atualmente é maestro emérito da DSO.

Em setembro de 2007, Ingo Metzmacher assumiu, como primeiro alemão a encabeçar a orquestra. Em seu primeiro ano no cargo, ele explorou a relação específica entre a mente alemã e a música, sob o slogan Sobre a alma alemã.

DSO Chefdirigent Ingo Metzmacher

Ingo Metzmacher, primeiro alemão à frente da DSO

Na temporada seguinte, o tema foi Aufbruch 1909 (arrancada, ruptura, reviravolta, revolução): uma investigação dos impulsos musicais revolucionários na Europa do período entre 1900 e a Primeira Guerra Mundial. Em 2010, o novo titular Alexander Steinbeis manteve o enfoque temático, no ciclo Figuras da Noite. Na temporada 2012/2013, Tugan Sokhiev, natural da Ossétia do Norte, assume a frente da DSO, inicialmente por quatro anos.

A DSO tem-se apresentado nas mais importantes salas de concertos da Europa, como o Auditório Nacional de Madri, o Palais des Beaux Arts em Bruxelas e o Megaron de Atenas, além se ser colaboradora assídua do Festival de Salzburgo e da Festspielhaus Baden-Baden. Suas turnês a têm levado pela Europa, Américas, Ásia e Oriente Médio.

A parceria com a emissora internacional alemã Deutsche Welle resultou numa série de concertos em cidades do Leste Europeu, assim como em turnês com grupos de câmara formados por participantes da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin.

DSO Orchesterfoto Ingo Metzmacher

Os músicos da Deutsches Symphonie-Orchester Berlin

Autoria: Augusto Valente
Revisão: Carlos Albuquerque

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