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Economia

Dresdner Bank corta mais empregos antes da incorporação

Com a entrada do banco para o novo conglomerado financeiro Allianz, encerra-se mais um capítulo da história econômica da Alemanha. A assembléia de despedida dos acionistas aprovou a extinção de 8 mil empregos.

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Sede do Dresdner Bank, em Frankfurt, ao lado de estátua de Goethe

O Dresdner Bank despediu-se dos seus acionistas, na última assembléia pública, realizada nesta sexta-feira (24), em Frankfurt. Incorporado pela seguradora Allianz, o terceiro maior banco da Alemanha, com uma tradição de 130 anos, não será mais cotado na bolsa a partir de julho. A maior seguradora do mundo já possui 95,14% de suas ações e ofereceu 51,50 euros aos últimos acionistas minoritários. Sua aceitação era mera questão de formalidade.

Concentração bancária e despedida em ritmo de velório

Numa atmosfera de nostalgia, o presidente do banco, Bernd Fahrholz, procurou traçar as vantagens da fusão, aos cerca de 400 acionistas que estavam perdidos no enorme pavilhão de Frankfurt, acostumado a receber grandes multidões. Por encerrar mais um capítulo da história econômica da Alemanha e selar o fim do Dresdner Bank, a assembléia esteve mais para velório do que para festa.

E o que Fahrholz tinha a dizer não contribuiu para levantar os ânimos: no cenário de concentração bancária e reestruturação, a ordem do dia é continuar reduzindo custos e cortando empregos. Até o final de 2003, um sexto dos 50 mil postos de trabalho terá desaparecido.

Os bancos alemães "produzem muito caro", segundo ele. O grande número de funcionários é o seu "calcanhar de Aquiles", se comparados aos concorrentes europeus. Os planos mais recentes mencionavam um corte de 7800 empregos. No entanto, nesta sexta-feira, o presidente anunciou que serão suprimidos mais 200 ou 300 no setor de Investment-Banking. Aproximadamente 50% dos cortes já foram realizados.

Fusão pode ser a saída para o Dresdner

Após o fracasso da fusão com o Deutsche Bank no ano 2000, muitos encaram a incorporação como a salvação do Dresdner Bank. Dos grandes bancos alemães, ele foi um dos mais afetados pela crise bancária e os efeitos do desaquecimento da conjuntura, entre estes o grande número de concordatas e falências de empresas. Em 2000 já foi preciso vender algumas participações para que o balancete apresentasse lucro. No ano passado, o lucro antes do pagamento de impostos caiu 90,5%, totalizando apenas 153 milhões de euros.

Custos administrativos ainda considerados altos, muitos créditos de risco e a diminuição dos lucros levaram o Dresdner aos números vermelhos este ano. Fahrholz vê o futuro da tradicional casa bancária no novo grupo sob o comando da Allianz, que fornecerá todo tipo de serviços financeiros e seguros.

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