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Mundo

Drama de fugitivos cria conflito entre Berlim e Roma

Prisão de ativistas alemães envolvidos no resgate de fugitivos africanos no Mediterrâneo cria impasse diplomático entre a Alemanha e a Itália. Berlim exige libertação imediata.

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Cap Anamur, atracado em Porto Empedocle, na Sicília

O drama em torno do navio alemão de refugiados Cap Anamur ameaça se transformar num conflito diplomático entre a Alemanha e a Itália. A ministra alemã de Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul, exigiu a libertação imediata do responsável pela embarcação, Elias Bierdel.

Ele foi preso ontem, junto com o capitão Stefan Schmidt e o primeiro-oficial do navio, após a embarcação ter atracado na Sicília. Depois de um impasse de três semanas, os 37 africanos a bordo do Cap Anamur foram levados para um acampamento de refugiados e o navio foi confiscado pelo governo italiano.

A ministra alemã declarou que Bierdel não deveria ser punido só pelo fato de querer ajudar outras pessoas. Bierdel e os dois outros ativistas presos estão sendo acusados de conivência com o transporte ilegal de fugitivos. A organização refutou as acusações do governo em Roma e, num comunicado em seu site na internet, ameaçou recorrer a recursos jurídicos.

ONU: Cap Anamur feriu normas internacionais

Na avaliação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR), o navio Cap Anamur possivelmente feriu o direito internacional com seu dramático resgate. O porta-voz do UNHCR, Rupert Colville, declarou em Genebra que existem normas "extremamente complicadas" de busca e salvamento de fugitivos válidas em todo o mundo e, ao que tudo indica, a organização não as respeitou.

A organização Cap Anamur, dedicada ao resgate de refugiados há 25 anos, descobriu 37 fugitivos africanos no Mar Mediterrâneo e os recebeu a bordo no dia 20 de junho. Ao que tudo indica, o navio fez uma parada de diversos dias em Malta sem avisar o governo local da presença de fugitivos a bordo. Após três semanas de negociações, a Itália, que até então negara à embarcação permissão de atracar em seus portos, acabou cedendo na segunda-feira (12/07). O UNHCR saudou a decisão do governo em Roma de aceitar o desembarque dos refugiados, priorizando assim o aspecto humanitário da questão.

Alemanha nega asilo

Flüchtlinge auf Cap Anamur

Fugitivos africanos a bordo do Cap Anamur

Quanto à nacionalidade dos 37 fugitivos africanos, o Cap Anamur comunicou que a maioria teria declarado ser do Sudão. A organização não se pronunciou sobre a informação do governo italiano de que os refugiados seriam de Gana e da Nigéria, acrescentando que isso teria pouca relevância para o caso.Anteriormente, o governo alemão havia comunicado que os fugitivos a bordo do Cap Anamur não teriam direito de pedir asilo na Alemanha, sob a alegação de que um navio alemão não é território nacional. "O primeiro país a receber os refugiados é que é responsável pela aceitação e avaliação de pedidos de asilo", declarou o porta-voz do Ministério Alemão do Interior, Rainer Lingenthal.

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