1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Donetsk é atingida por combates mais intensos em meses

Tropas de Kiev e separatistas pró-Rússia acusam-se mutuamente por onda de violência, que desafia acordo de cessar-fogo. Premiê ucraniano culpa Moscou por incidentes no leste do país, chamando rebeldes de "terroristas".

Combates intensos entre tropas do governo da Ucrânia e separatistas pró-Rússia foram travados nos arredores de Donetsk, bastião dos rebeldes no leste do país, nesta quarta-feira (03/06), deixando mortos. Trata-se da mais significante escalada do conflito em cerca de três meses, a qual desafia um acordo de cessar-fogo assinado em fevereiro.

Ambos os lados culparam-se mutuamente pela nova onda de violência. Militares ucranianos disseram, em comunicado, que os separatistas pró-Rússia haviam mobilizado cerca de mil combatentes e dezenas de tanques numa ofensiva de larga escala. O alvo foi a cidade de Marinka, a cerca de 30 quilômetros de Donetsk e controlada pelo governo.

De acordo com o comunicado, ao menos uma pessoa foi morta no ataque ao amanhecer. Os militares também acusaram os rebeldes de violar o acordo de cessar-fogo, que prevê que ambas as partes retirem armas pesadas da linha de frente.

Vladimir Kononov, chefe das forças armadas separatistas, disse que os insurgentes haviam agido apenas para se autodefenderem de uma investida das tropas de Kiev. "O lado ucraniano nos provocou ao bombardear nossas posições praticamente ao longo de todo nosso front", disse.

Segundo os separatistas, ao menos 15 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas no bombardeio em áreas da região de Donetsk sob controle rebelde.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, culpou Moscou pela nova batalha. "Hoje a Rússia violou mais uma vez o acordo de cessar-fogo. Seus terroristas começaram uma operação militar", disse.

Kiev e vários governos ocidentais acusaram a Rússia de apoiar os separatistas, mas Moscou nega. O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov disse nesta quarta-feira que a violência foi causada por "provocações" por parte das Forças Armadas da Ucrânia e pediu uma implementação "incondicional" do acordo de cessar-fogo assinado em fevereiro, em Minsk.

Negociadores de ambos os lados reuniram-se em Belarus nesta terça-feira, mas o encontro terminou sem grandes avanços. Outra reunião está marcada para este fim de semana.

Segundo a ONU, mais de 6,4 mil pessoas morreram no conflito no leste ucraniano desde o início da insurgência separatista, em abril de 2014.

LPF/ap/rtr/afp/dpa

Leia mais