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Alemanha

Domínios com cor local

A partir de março do ano que vem, os domínios na internet poderão conter caracteres especiais dos diversos idiomas: acento, trema, cedilha e outros. Isto trará maior respeito à identidade cultural dos usuários.

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Internet aceitará caracteres especiais

Até agora, a internet não era condescendente com as línguas que utilizam acentos, tremas e outros caracteres especiais. O código americano ASCII, ainda utilizado na formulação dos endereços de internet, inclui um total de apenas 37 letras e sinais gráficos. E exclui todas as letras que não são utilizadas pelo inglês. Por exemplo, o "ç" do português, do turco e do francês; o "ñ" do espanhol ou o "ß" (Eszet) do alemão, entre inúmeras outras.

Além do Eszet, o idioma alemão também usa o trema sobre as vogais a, o e u. Nestes casos, no entanto, existe uma regra fonética que permite sua substituição pelos grupos de letras ae, oe e ue. Assim sendo, os Müllers e Schröders puderam registram domínios na internet, do tipo "www.mueller.de" ou "www.schroeder.de". E também o Eszet alemão pode ser substituído: nesse caso, por ss. Ou seja, um Hoeneß pode registrar seu domínio como "www.hoeness.de".

A grande maioria das línguas, porém, não é tão flexível quanto à grafia dos seus acentos e caracteres especiais. É o caso do francês, do espanhol e do português, entre outras. No sistema limitado da internet, os acentos são simplesmente ignorados, da mesma maneira como o cê-cedilha se transforma num simples "c". Na internet, os Mendonças, por exemplo, tiveram de contentar-se com endereços do tipo "www.mendonca..."

Novo padrão

Isto irá mudar dentro em breve. A partir de 1º de março de 2004, um novo padrão da internet possibilitará então o registro de domínios com a grafia correta de cada idioma, com acentos e caracteres especiais. O novo padrão IDN (Internationalized Domain Name) prevê um total de 92 sinais gráficos para a formulação de URL, ou seja, de endereço na internet. Entre eles estão letras especiais, pontuação e acentos dos idiomas que utilizam o alfabeto latino.

"Há muito tempo, os usuários dos países onde não se fala o inglês vinham reivindicando que fossem permitidos os caracteres dos seus idiomas", afirma Klaus Herzig, porta-voz do órgão central alemão de registro de domínios Denic. "A internet vai tornar-se mais global. As pessoas poderão usar o seu nome da vida real também na internet."

Realmente global

A decisão sobre o novo padrão foi tomada em fevereiro de 2003 pela Internet Engineering Task Force, uma organização que reúne representantes dos provedores, dos proprietários de domínios, dos pesquisadores e designers da rede mundial de computadores para tratar das questões referentes à arquitetura da internet.

Segundo Herzig, a Task Force considerou indispensável a ampliação das possibilidades de grafia dos domínios, em face do rápido crescimento mundial da internet. Atualmente, o inglês é língua estrangeira para mais da metade dos mais de 500 milhões de usuários da internet em todo o mundo.

Os domínios no idioma local deverão aumentar a importância e a aceitação da internet nos diversos países. Mas existem vantagens também do ponto de vista dos negócios: para as firmas que tiveram de modificar seus nomes na internet surgirá, a partir de março do ano que vem, a chance de utilização dos seus nomes reais. E os clientes ficarão felizes de poderem digitar na internet os nomes que estão acostumados a ler nos prospectos ou anúncios da empresa que desejam acessar.

Dificuldades

Mas, como diz um ditado popular, "o que dá pra rir, dá pra chorar". Se do ponto de vista nacional e local a ampliação é uma verdadeira bênção, ela chega quase a ser uma maldição no caso das buscas e pesquisas em nível internacional. E a interligação mundial de usuários é o grande forte da internet.

O uso de caracteres especiais tornará bem mais difícil o acesso a determinados sites. Imagine-se, por exemplo, o caso de um usuário brasileiro que queira acessar uma página alemã que tenha o endereço "www.hoeneß.de", para ficar num exemplo já citado. O brasileiro terá problemas em digitar o Eszet ("ß"), que não consta do seu teclado. Outros casos podem ser imaginados, por exemplo, com caracteres nórdicos, como "å", "ø" ou "ð". E a mesma dificuldade teria um sueco ou islandês com "ã", "õ" ou "ç" em sites brasileiros.

O mesmo problema surgirá também com a utilização das máquinas de busca. Hoje ainda é possível digitar "Mueller", por exemplo no Google, para se encontrar não apenas "Mueller", mas também "Müller" nas páginas da internet alemã. A partir de março, a busca de "Mueller" só trará como resultado os registros de "Mueller". Para encontrar "Müller", será preciso então digitar "Müller". E quantos brasileiros, americanos, franceses ou suecos sabem como digitar o trema, se ele não constar do teclado?

Esta é a dificuldade que surgirá com o novo sistema. Mas note-se bem: é uma dificuldade, não é uma barreira intransponível. Sempre existe a possibilidade de escrever os caracteres especiais apertando a tecla ALT e digitando, no bloco numérico, o zero e o código ASCII de três algarismos que corresponda ao sinal desejado.

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