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Alemanha

Documento do Vaticano critica a internet

Com sua autoridade diminuída diante da miríade de sites religiosos, o conselho papal alerta para um "imperialismo cultural" na internet e fala novamente em censura.

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O papa João Paulo II enviou mensagens pela internet a bispos de todo o mundo

O papa João Paulo II sempre lidou com câmeras de TV e não costuma mostrar temor algum diante de jornalistas. Navegar na internet, isso ele pessoalmente não faz, mas é admirável o professionalismo com que o Vaticano a vem utilizando. Na prática, tudo bem. Mas ideologicamente há problemas, como mostra um documento oficial da Igreja Católica Romana contra a internet.

Ao elaborar o documento "Ética e Internet", o conselho papal atirou a primeira pedra: só porque milhões de pessoas navegam pela internet, não quer dizer que se trate de um meio de comunicação democrático: "Que uma cultura submeta suas ideologias, seus valores e até mesmo sua língua a uma outra, não constitui diálogo, mas imperialismo cultural."

Censura - O documento do Vaticano quer chamar atenção ao que chamou de "hegemonia cultural" e às "desvantagens" da divisão do mundo entre os que têm e os que não têm acesso à informação online. O conselho pede a criação de "leis internacionais" de combate ao ódio e à violência, não descartando a possibilidade do uso de censura em casos de emergência.

Com isso, a Igreja - da qual não se pode dizer que tenha sido sempre a mais justa das instituições quanto ao respeito a outras culturas - traz de volta uma velha polêmica. Afinal, não faz muito tempo, por exemplo, que textos como a Madame Bovary de Flaubert constavam do índice de livros proibidos da Igreja Católica.

Mas o grande problema da Igreja Católica com a internet é a miríade de críticas e discursos paralelos que proliferam na rede. Segundo o documento do Vaticano, tais sites divulgam interpretações próprias, que não correspondem à doutrina verdadeira e acabam por confundir e seduzir os fiéis. "Na internet não há sacramentos", argumenta.

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