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Mundo

Doadores deliberam sobre ajuda ao Afeganistão

Ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, abre o encontro em Berlim com proposta de criação de um fundo internacional de ajuda ao país destruído por guerras e secas.

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O ministro Joschka Fischer e o encarregado da ONU para o Afeganistão Lakhdar Brahimi, na abertura da conferência de Berlim

Poucas horas depois do acordo de paz histórico entre quatro grupos afegãos rivais, em Bonn, começou, em Berlim, a conferência internacional de doares de recursos ao Afeganistão. Representantes de 15 países e várias organizações internacionais vão deliberar, durante dois dias, sobre o fornecimento de ajuda, a situação dos refugiados e a reconstrução do país destruído pela guerra civil de mais de duas décadas, secas e, por último, pelos bombardeios dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para liquidar a organização Al Qaed, do terrorista Osama bin Laden, e destituir o regime talibã afegão.

A conferência na sede do Ministério do Exterior foi aberta pelo titular da pasta, Joschka Fischer, com um apelo para que seja criado um fundo internacional de ajuda ao Afeganistão. Pouco antes, no encerramento da conferência em Bonn, o chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, prometeu destacar soldados para a futura tropa da ONU, com a missão de garantir a paz, o processo de transição e também a distribuição de ajuda humanitária no Afeganistão.

Os custos para a reconstrução do país são calculados em US$ 10 bilhões. Além disso, 7,5 milhões de afegãos estão ameaçados de fome por causa da guerra civil e das secas, segundo avaliação da ONU. Até agora, os doadores prometeram US$ 1,3 bilhão para a construção do país.

Antes dos atentados de 11 de setembro, 3,5 milhões de afegãos já estavam refugiados nos países vizinhos Paquistão e o Irã. Após o início dos bombardeios americanos e britânicos no Afeganistão, em represália aos atos terroristas em Nova York e Washington, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados fez planos para cuidar de mais 900 mil flagelados afegãos, até junho de 2002.

Na véspera da abertura da conferência em Berlim, o governo alemão anunciou um aumento de sua ajuda para atendimento médico de mulheres e crianças afegãs, de 96,5 milhões de marcos (US$ 43,8 milhões) para 98,7 milhões de marcos.

O grupo de países doadores de recursos ao Afeganistão, criado em 1996, é constituído pelos Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha, Rússia, Austrália, Canadá, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia, Suíça, Dinamarca e Japão. Os comissários da ONU encarregados das questões de refugiados, Ruud Lubbers, e da ajuda humanitária, Kenzo Oshima, também estão participando da conferência.