DIW vê aumento da distância entre ricos e pobres na Alemanha | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 23.01.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

DIW vê aumento da distância entre ricos e pobres na Alemanha

Entre 2002 e 2007, os mais ricos viram seu patrimônio aumentar e os mais pobres passaram a deter uma parcela ainda menor da riqueza da Alemanha, afirma estudo do instituto econômico DIW.

default

Segundo estudo, ricos acumulam cada vez mais riquezas

Segundo um relatório do instituto econômico alemão DIW, de Berlim, divulgado esta semana, os 10% mais ricos da população da Alemanha ficaram com 61,1% da riqueza do país em 2007. Cinco anos antes, eles detinham 57,9%.

Na outra ponta da escala da distribuição de riqueza, os 70% mais pobres detinham 8,8% do patrimônio total do país. O percentual é inferior ao de 2002, quando era de cerca de 10%.

Em 2007, a economia alemã cresceu 2,5%. A pesquisa do DIW mostra que a maior parte da população não ganhou nada com o aumento da riqueza do país naquele ano.

O patrimônio total dos alemães (sem contar veículos e mobiliário) em 2007 foi avaliado em 8,055 trilhões de euros, o que corresponderia a 88 mil euros por adulto – quase 8 mil euros mais do que em 2002.

Os pesquisadores lembram que esse valor é um simples cálculo médio e não reflete a realidade. Na faixa dos 10% mais ricos, por exemplo, o patrimônio médio subiu de 208 mil euros para 222 mil euros.

Já trabalhadores manuais ou pessoas que realizam atividades simples contavam com um patrimônio médio de 46 mil euros em 2007.

O estudo mostrou, ainda, diferenças significativas entre o Leste (antigamente sob o regime comunista) e o oeste da Alemanha. Enquanto os cidadãos do lado ocidental tiveram um aumento patrimonial médio de 91 mil para 101 mil euros entre 2002 e 2007, os dos Leste viram seu patrimônio cair de 34 mil para 31 mil euros, na média.

Segundo os pesquisadores do DIW, há duas explicações para isso: a queda no valor do imóveis e o alto desemprego na região da antiga Alemanha Oriental. A pesquisa avaliou informações de mais de 27 mil pessoas acima de 17 anos e foi encomendada pela Fundação Hans Böckler, ligada a sindicatos.

Leia mais