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Alemanha

Divergências racham liderança do Pegida

Porta-voz e mais quatro membros da organização entregam os cargos uma semana depois da renúncia do presidente. Nova liderança será escolhida nos próximos dias.

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Segundo a imprensa, Kathrin Oertel estaria insatisfeita com a continuidade do ex-presidente no grupo

Brigas internas ameaçam a continuidade do movimento Pegida (sigla para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente"), responsável por protestos contra a "islamização" da Alemanha. Nesta terça-feira (27/01), a porta-voz do grupo, Kathrin Oertel, e mais quatro membros da organização entregaram seus cargos.

Segundo a revista Stern, o motivo para as renúncias seriam divergências sobre o papel que o fundador Lutz Bachmann continuaria desempenhando no Pegida. Apesar de ter apresentado sua renúncia à presidência na semana passada, Bachmann ainda estaria ativo dentro do grupo, além de continuar como membro.

Bachmann renunciou à liderança depois de a imprensa alemã divulgar uma foto dele imitando Adolf Hitler, além de declarações xenófobas publicadas na página dele no Facebook.

Em sua página na internet, o Pegida confirmou a renúncia de Oertel, mas disse se tratar de uma pausa motivada por ameaças e prejuízos profissionais. Bachmann afirmou ao jornal Süddeutsche Zeitung que Oertel estava sendo vítima de ameaças vindas de grupos antifascistas.

As divergências vieram à tona durante uma reunião do chamado comitê organizador em Dresden, na noite desta terça-feira. Uma nova liderança deverá ser escolhida nos próximos dias. O comitê organizador é composto por 12 pessoas, a maioria membros fundadores do Pegida.

AS/dpa/afp

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