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Mundo

Disparate ou balão de ensaio?

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, se projetou na Europa com os seus esforços pela integração européia e por uma Constituição para a União Européia. Agora é cogitado para um alto posto na UE.

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Joschka Fischer é cogitado para a Comissão Européia

O político do Partido Verde, Joschka Fischer, se esforça, visivelmente, para se projetar como um vanguardista europeu, desde que assumiu a chefia da diplomacia alemã, em 1998. Ele chamou a atenção em todo o continente principalmente com o seu discurso sobre o futuro da Europa, na Universidade Humboldt em Berlim. E há mais de um ano que se fala abertamente, em Bruxelas, sobre as ambições do político mais popular da Alemanha por um posto importante no quartel-general da União Européia.

Oficialmente, o próprio Fischer nunca disse um palavra sobre uma possível mudança de emprego. Mas só o seu engajamento pela integração da Europa e seus conhecimentos sobre a UE bastam para alimentar as conversas sobre uma alta posição na comunidade que, após sua ampliação em 2004, passará de 15 para 25 países-membros.

O Ministério das Relações Exteriores em Berlim considerou "disparatada e absurda" a notícia divulgada no último fim de semana por um jornal alemão dando conta do desejo do ministro de suceder o ex-primeiro-ministro italiano Romano Prodi na presidência da Comissão Européia (órgão executivo da UE). Mas quem sabe? Pouco antes de assumir o ministério ele mesmo negou que quisesse ser ministro.

Fim de carreira?

Pode ser também que os rumores sobre um alto cargo em Bruxelas tenham sido lançados como balão de ensaio. É legítimo que um político pense em seu futuro. E se a atual coalizão de governo social-democrata e verde não for reeleita dentro de três anos, Fischer encerraria a sua carreira como ministro das Relações Exteriores. Pois, como membro de um partido pequeno como o Verde, ele não poderia ser chanceler federal (primeiro-ministro), nem teria chances de suceder o presidente da República, Johannes Rau. Além do mais, este posto decorativo não corresponde aos desejos do político de projeção européia.

Concorrência européia

Além dos discursos sobre o futuro da Europa e sua cooperação com a Convenção sobre o Futuro da Europa, que está elaborando uma Constituição européia, o ministro alemão nunca faltou a uma reunião com os seus colegas europeus, que se realiza pelo menos um vez por mês.

Fischer poderia candidatar-se a um dos dois futuros postos de presidente da UE, previstos no plano de reforma conjunto do chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, e do presidente da França, Jacques Chirac. Ambos os cargos seriam importantes mas a concorrência é muito grande. Os primeiros-ministros britânico e espanhol, Tony Blair e José Maria Aznar, já estão sendo cogitados para estes superempregos, em Bruxelas

Poderiam sobrar para Fischer as novas tarefas de ministro das Relações Exteriores da UE, que resultariam da junção das atividades do atual encarregado de defesa e segurança Javier Solana e do comissário de política externa, Chris Patten. O novo posto está nos planos da dupla Schröder-Chirac. Mas, em virtude da correlaçao de forças na UE, ele não se encaixa bem nos planos de carreira de Fischer.

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