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Economia

Disney anuncia serviço próprio de streaming

Empresa de entretenimento planeja se desligar da parceria exclusiva com Netflix e contornar queda nos lucros com a disponibilização direta de seus filmes e transmissões de eventos esportivos.

Filme Fantasia, da Disney

Filme "Fantasia", da Disney

A Disney anunciou nesta terça-feira (08/08) que planeja lançar o próprio serviço de streaming e pôr fim à parceria exclusiva com a Netflix. Haverá inicialmente um site para as marcas Disney e Pixar, e um para a transmissão ao vivo de eventos esportivos.

A decisão permitiria à Disney contornar tanto a Netflix quanto as empresas de TV a cabo das quais depende, cobrando diretamente dos consumidores o acesso ao seu conteúdo popular.

A medida tem importância diante da queda de assinaturas de TV a cabo e a reorientação dos consumidores para pacotes menores e mais baratos – mudança que vem pressionando a lucratividade das redes de cabo da Disney. Menos assinantes e menos audiência significam menos dinheiro para o gigante da indústria do entretenimento, que registrou queda de 13% no lucro líquido gerado pelas redes de TV a cabo, para US$ 4,12 bilhões.

A empresa está adquirindo a propriedade majoritária (75%) da empresa de mídia digital BAMTech, que deverá disponibilizar o streaming de esportes no início de 2018 e o de filmes em 2019. Assim, o único serviço de streaming por assinatura com novas animações e filmes da Disney e da Pixar será o próprio dispositivo da companhia criada por Walt Disney em 1923.

A disponibilização de filmes mais antigos e programas de vários canais da Disney prometem ser atrativos especialmente para famílias com crianças pequenas nos Estados Unidos, embora analistas não tenham certeza se a empresa vai mesmo lucrar com a iniciativa.

Ruptura

Nas horas após o anúncio, o preço das ações da Netflix caiu 5%. O provedor de conteúdo via streaming também já se tornou um gigante da indústria do entretenimento com o foco em sua programação exclusiva.

Mas a Netflix já parecia estar se preparando para uma ruptura com a Disney, quando anunciou, no início desta semana, a sua primeira aquisição – a compra da Millarworld, uma editora de quadrinhos que deverá desenvolver filmes e programas infantis baseada em personagens próprios.

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Já a Disney deverá controlar mais de suas marcas, incluindo os super-heróis da Marvel e a franquia Guerra nas Estrelas, podendo até oferecer este conteúdo como serviço de streaming independente. A empresa está também considerando se deve continuar licenciando filmes com eses personagens para serviços exteriores como a Netflix.

A empresa também já havia anunciado que lançaria um serviço de streaming da ESPN, que não deve competir com os canais de TV da empresa. Segundo analistas, transferir muito conteúdo esportivo para o serviço de transmissão contínua poderia fazer com que as empresas de TV a cabo paguem menos pelo canal de esportes da Disney.

O streaming da Disney deverá ficar disponível em "mercados múltiplos" também fora dos Estados Unidos, aproveitando-se da fama internacional da empresa.

Queda nos lucros

As declarações da Disney foram feitas durante a divulgação dos lucros trimestrais da empresa. O lucro líquido da companhia caiu 10%, para US$ 4 bilhões de dólares no terceiro trimestre (cujo cálculo foi fechado em 02/07).

As empresas de mídia, de entretenimento e de produtos de consumo e mídia interativa da Disney também registraram queda nos lucros no mesmo período. Apenas as operações envolvendo os parques temáticos e resorts da empresa registraram aumento de renda no trimestre (12%).

RK/dpa/afp/rtr/ap

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