Diretor-executivo do FMI é acusado de agressão sexual nos EUA | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 15.05.2011
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Mundo

Diretor-executivo do FMI é acusado de agressão sexual nos EUA

Dominique Strauss-Kahn, diretor-executivo do FMI e possível candidato à presidência francesa, teria atacado uma camareira em hotel nos EUA. Ele foi detido no aeroporto de Nova York ao embarcar para a Europa.

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Strauss-Kahn nega as acusações

O diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, foi acusado formalmente de agressão sexual e tentativa de estupro em Nova York neste domingo (15/05). Ele havia sido detido na tarde de sábado no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, de Nova York, em um avião da Air France apenas 10 minutos antes da partida para Paris.

Neste domingo, ele pretendia se encontrar com a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, para discutir a ajuda financeira à Grécia. Na segunda e terça-feira, estava agendada uma reunião em Bruxelas com os ministros das Finanças da União Europeia para decidir sobre o pacote de ajuda a Portugal.

Strauss-Kahn, de 62 anos e até agora candidato socialista favorito nas sondagens para as eleições presidenciais francesas de 22 de abril de 2012, "foi acusado de agressão sexual e de tentativa de estupro contra uma jovem de 32 anos em um quarto de hotel em Nova York", disse aos jornalistas Ryan Sesa, porta-voz da polícia de Harlem, em Manhattan. O incidente teria acontecido no hotel Sofitel de Nova York, onde a mulher é camareira.

Antecedente dentro do próprio FMI

Dominique Strauss-Kahn Verhaftung New York USA

Hotel nova-iorquino onde Strauss-Kahn estava hospedado

Segundo a polícia, a mulher contou que ao entrar na suíte de Strauss-Kahn às 13 horas (local) de sábado, teria sido atacada pelo francês, que saiu do banheiro nu e a jogou no chão. Ela conseguiu fugir com ferimentos leves.

Quando a polícia chegou ao hotel, Strauss-Kahn já havia saído, provavelmente de forma precipitada, segundo as autoridades norte-americanas, pois deixou no quarto objetos pessoais, como o celular. Benjamin Brafman, advogado de Strauss-Kahn, disse que seu cliente se declara inocente das acusações.

Esta não é a primeira vez que Strauss-Kahn, pai de quatro filhos e cuja terceira esposa é uma jornalista norte-americana, se vê envolvido em um escândalo sexual. Em 2008, seu nome esteve nas manchetes devido à relação com uma funcionária do FMI, que acabou deixando o cargo que ocupava na instituição.

Dada a necessidade do FMI em resolver os problemas econômicos internacionais na época, Strauss-Kahn, que assumiu o cargo em 2007, se manteve no posto após um pedido de desculpas, argumentando ter se tratado de "um erro de julgamento".

Escândalo atinge campanha presidencial francesa

Novas acusações poderão complicar as aspirações de Strauss-Kahn de concorrer à presidência francesa, já que, apesar de ainda não ter apresentado a candidatura, a imprensa local indicava que ele estaria prestes a renunciar à liderança do FMI. Segundo a legislação francesa, Strauss-Kahn, do Partido Socialista francês, teria até 13 de junho para anunciar a sua candidatura.

O jornal francês Le Parisien compara a detenção de DSK, como ele é conhecido na França, a uma "explosão no cenário político francês". Uma de suas possíveis rivais, a ex-candidata socialista à presidência Ségolène Royal disse que isso é "chocante".

O ex-candidato liberal à presidência François Bayrou disse que o escândalo "desconcerta e inquieta". Renaud Muselier, membro do partido conservador UMP, do presidente Nicolas Sarkozy, disse. "É um desastre para nosso país e para a imagem da França porque ele é o chefe do FMI e isso muda por completo as cartas da eleição presidencial".

RW/lusa/dpa/rtr
Revisão: Carlos Albuquerque

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