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Mundo

Diretor da Coca-Cola é preso por envolvimento com o EI em Bangladesh

Segundo a polícia bengalesa, chefe do setor de TI de uma subsidiária da Coca-Cola confessou ter convencido, junto com um homem que também foi preso, ao menos 25 estudantes a aderirem ao "Estado Islâmico".

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Soldado sírio na luta contra o grupo "Estado Islâmico"

O diretor de TI (tecnologia da informação) de uma subsidiária da Coca-Cola é um dos dois homens presos em Bangladesh por suspeita de trabalhar para o grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI) na Síria, afirmaram fontes da polícia e da empresa nesta segunda-feira (25/05).

Aminul Islam, de 40 anos, e Shakib Bin Kamal, 30, foram detidos durante uma batida policial na capital bengalesa, Daca, na noite deste domingo. A polícia divulgou que Islam é chefe do departamento de TI de uma empresa multinacional e que Kamal é professor numa escola de Daca.

Porém, um porta-voz da polícia disse à agência de notícias Reuters que Islam trabalha para a International Beverages Private, uma unidade da Coca-Cola em Bangladesh. Um informante da empresa, que preferiu ficar no anonimato devido à sensibilidade do caso, acrescentou que Islam era chefe do setor de TI e que teria estado ausente do trabalho por vários dias.

Em declaração, a subsidiária da Coca-Cola afirmou estar ciente dos relatos na imprensa e que pretende colaborar totalmente com as autoridades para esclarecer o caso.

De acordo com a polícia bengalesa, os suspeitos confessaram ter persuadido ao menos 25 estudantes a aderir ao "Estado Islâmico", a milícia extremista que já conquistou grande parte da Síria e do Iraque.

Um porta-voz da polícia de Daca afirmou que os dois homens eram membros do grupo radical islâmico Jamayetul Mujahedin Bangladesh (JMB), que age na ilegalidade. "Eles são membros ativos do JMB e admitiram a sua conexão com o EI", acrescentou.

Ao menos 12 pessoas foram presas nos últimos meses por suspeita de envolvimento com o "Estado Islâmico" em Bangladesh. Relatos sobre a crescente influência do grupo extremista elevaram os temores de atentados terroristas no sul da Ásia.

CA/afp/rtr

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