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Mundo

Direita francesa conta com nova vitória eleitoral

A coalizão de centro-direita do presidente Jacques Chirac pode contar com uma vitória na eleição da nova Assembléia Nacional da França no primeiro turno, neste domingo (9), e no segundo, oito dias depois.

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Candidatos usam árvores para fazer propaganda

Todas as pesquisas sobre intenção de voto sinalizam que os candidatos conservadores vão conquistar uma maioria suficiente para não precisar mais de uma coabitação, em que o presidente é de direita e o primeiro-ministro de esquerda. Cerca de 40% dos questionados anunciaram seu voto para os candidatos conservadores, segundo o jornal Le Figaro divulgou nesta sexta-feira (7). 36% votariam na esquerda.

Uma pesquisa recente do instituto CSA prevê um empate no primeiro turno, com 35% dos votos para a aliança União para a Maioria do Presidente (UMP), criada por Chirac após a eleição presidencial, e o mesmo percentual para os partidos de esquerda. No turno definitivo, no próximo dia 16, porém, a aliança do presidente pode conquistar 380 dos 577 assentos na Assembléia Nacional.

Mais de 40 milhões de eleitores estão convocados para escolher os seus representantes na Assembléia Nacional e decidir sobre o poder do presidente Chirac. Na última legislatura, de 1995 a 2002, os socialistas, comunistas e verdes tiveram a maioria e governaram em coabitação com a direita, até a derrota do primeiro-ministro socialista, Lionel Jospin, no primeiro turno da eleição presidencial, em abril.

Recorde de candidatos

Existem 8400 candidatos à Assembléia Nacional. Para ser eleito no primeiro turno, neste domingo, o candidato tem de obter mais de 50% dos votos de sua circunscrição eleitoral. Quem tiver no mínimo 12,5% dos votos de todos os eleitores registrados, pode disputar no segundo turno, em 16 de junho. No primeiro turno vale a maioria absoluta e no segundo a maioria simples. Por causa do número recorde de candidatos, é improvável que haja decisão no primeiro turno em muitas circunscrições eleitorais.

Uma pesquisa do jornal Le Parisien prevê uma vitória ainda maior para os conservadores, com a conquista de 410 mandatos. A esquerda ganharia no máximo 196 do total de 577 assentos na Assembléia Nacional. Para a Frente Nacional do ultradireitista xenófobo Jean-Marie Le Pen, são previstos 15% dos votos no primeiro turno e, no final do processo eleitoral, de dois a quatro mandatos.

Maioria rejeita coabitação

A maioria dos questionados (51%) se pronunciou contra uma coabitação. Depois da eleição do presidente Chirac, com uma vitória esmagadora sobre Le Pen, no segundo turno em maio, a meta dos conservadores é evitar uma coalizão com a esquerda. O presidente conclamou os franceses a apoiarem o governo de centro-direita do primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin, sucessor do socialista Lionel Jospin, que renunciou depois de ser derrotado no primeiro turno da eleição presidencial por Chirac e o radical de direita Le Pen. "A coabitação durou tempo suficiente para se saber o que isso significa", alertou Chirac, "ela causa fraquezas e deficiências que limitam a capacidade de ação do governo".

O premier Raffarin aproveitou as suas primeiras semanas no poder para fazer campanha eleitoral e elegeu o combate à criminalidade como tema principal, pois este é o problema que mais preocupa os franceses. O político, pouco conhecido até assumir o governo, conta agora com 60% de aprovação.