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Mundo

Diplomatas deixam o Iraque

Enquanto transcorrem as negociações finais a nível diplomático, nesta segunda-feira (17) na sede da ONU em Nova York, os diplomatas ocidentais já começam a abandonar o Iraque.

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O pessoal das Nações Unidas deixa a zona desmilitarizada devido a iminência de uma guerra

Diante da ameaça cada vez maior de um ataque ao Iraque, a Alemanha fechou sua embaixada em Bagdá. Os diplomatas estão deixando o país em direção à Jordânia. O Ministério das Relações Exteriores está conclamando os alemães que ainda estão no Iraque a deixar o país. EUA e Grã-Bretanha aconselham seus cidadãos a abandonar até mesmo os países vizinhos.

Caso a proposta dos EUA, Grã-Bretanha e Espanha de uma nova resolução que legitime uma guerra ao Iraque seja votada nesta segunda-feira em Nova York, ela não contará com a aprovação da Alemanha, reafirmou o chanceler federal Gerhard Schröder. O chefe de governo alemão duvida que a guerra ainda seja evitável.

Também o ministro das Relaões Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, considera escassa a chance de a crise iraquiana ainda ser resolvida de forma pacífica. "Estamos trabalhando para que a diplomacia ainda possa prevalecer, mesmo que esteja cada vez mais difícil", disse o político em Berlim.

O Conselho de Segurança da ONU recebeu de Hans Blix nesta segunda-feira (17) um novo relatório sobre os trabalhos de desarmamento do Iraque. Segundo fontes das Nações Unidas, o governo iraquiano forneceu fotos e vídeos que mostram laboratórios móveis. Saddam Hussein ameaça transformar o conflito em guerra mundial, caso seu país seja atacado.

Exílio de Saddam pode ser solução

O encontro entre os chefes de governo dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha, domingo (16) nos Açores, deixou clara a disposição dos governos que defendem uma ação militar. Chegou o momento da verdade para o desarmamento incondicional e imediato do Iraque, disse George Bush, no seu ultimato ao Conselho de Segurança e ao Iraque.

"O tempo da diplomacia está acabando. Chegou a hora da verdade na crise do Iraque. Ela vai revelar se a solução diplomática ainda é possível", destacou o presidente dos EUA, após a curta reunião com Tony Blair (Grã-Bretanha), José Maria Aznar (Espanha) e o primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso.

Bush acrescentou que Saddam Hussein ainda pode deixar seu país, se quiser evitar uma guerra. De todas as maneiras, está nas mãos do Iraque a escolha entre guerra ou paz, salientou o presidente americano. Tony Blair fez um "último apelo" e exortou a comunidade internacional a conceder um "claro ultimato" a Bagdá.

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