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Mundo

Diplomacia européia à prova de fogo

Ministros da Alemanha e da França negociam no Oriente Médio solução para o conflito armado, que deixa mortos dos dois lados e milhares de refugiados. Na Europa, população protesta contra a guerra.

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Soldado israelense na fronteira com o Líbano

"A complexidade de um conflito é reduzida a uma fórmula simples: quem é mais forte, quem é mais fraco, quem sofre mais, quem sofre menos. Emoções, no lugar de objetividade", analisa o diário suíço Neue Zürcher Zeitung o contexto no Oriente Médio.

O jornal comenta que "Israel conduz conscientemente uma guerra assimétrica contra o Hisbolá, pois a milícia xiita não pode ser derrotada apenas através de ataques aos próprios focos, uma vez que ela bóia como um peixe morto no mar da política interna libanesa".

Damasco e Teerã

Verwundete Kinder in Beirut

Crianças entre os feridos no Líbano

Um fator que talvez ocupe mais a diplomacia européia envolvida na questão do que os pedidos de um cessar-fogo imediato. "O mais interessante é saber o que levou o Hisbolá e seus mentores em Damasco e Teerã a atacar um posto israelense e seqüestrar os dois soldados."

A conta de tal decisão, porém, paga a população civil. Milhares de refugiados são obrigados a deixar o Líbano – aqueles que, de posse de um passaporte europeu, podem fazer isso – e o país serve mais uma vez de palco para um acerto de contas com o extremismo.

Tropa internacional: Otan e não ONU

UN-Truppen im Libanon

Tropas da ONU, estacionadas há muito no Líbano

De longe, os EUA dão uma semana de prazo para Israel continuar sua ofensiva militar. Neste domingo (23/07), Amir Peretz, ministro israelense da Defesa, declarou seu apoio à decisão de se enviar ao sul do Líbano "uma tropa internacional forte por tempo determinado, até que as Forças Armadas libanesas estejam em condições de agir de forma ativa".

Israel, porém, prefere que esta tropa a ser estacionada no sul do Líbano seja coordenada pela Otan e não pela ONU. Ela deve ter "poderes reais" e não se ater a simplesmente escrever relatórios, afirmou Peretz, numa alusão à missão de observadores das Nações Unidas, estacionada há anos no sul do Líbano e vista pelo governo israelense como um projeto fracassado.

Condições favoráveis

Frank-Walter Steinmeier in Jerusalem

Steinmeier (esq.) e vice-primeiro-ministro israelense Shimon Peres, em Jerusalém

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, encontra-se em Israel, depois de passar pelo Egito, participando de negociações ao lado de seu colega de pasta francês, Philippe Douste-Blazy. Steinmeier fez declarações de teor otimista, afirmando à rede de televisão alemã ZDF, que a situação parece estar se tornando mais aberta.

"Estou, no momento, satisfeito em relação às muitas atividades diplomáticas que estão sendo conduzidas aqui." Depois de defender um cessar-fogo imediato, quando se encontrou com o colega de pasta egípcio, Ahmed Abul-Ghait, o ministro alemão aderiu ao discurso de que se deve, primeiro, "criar as condições favoráveis de uma estabilidade a longo prazo na região".

Volta à normalidade

Raketen der Hisbollah schlagen in Haifa ein

Casa em Haifa destruída por bombas

Segundo informações divulgadas pela imprensa israelense, Peretz teria pedido a Steinmeier para comunicar à Síria que Israel não pretende invadir o Libano, estando de acordo com a presença de tropas internacionais de paz no sul do país.

O premiê israelense, Ehmud Olmert, afirmou também pouco antes de conversar com Steinmeier que o governo israelense fará de tudo para normalizar a vida no norte de Israel o mais rápido possível.

Sem soldados alemães

Uma participação direta de soldados alemães em uma possível tropa internacional enviada ao sul do Líbano não é vista com bons olhos pela premiê alemã, Angela Merkel.

"Não acho que seja aconselhável entrarmos em um conflito agudo neste momento. Posteriormente não sei se nós, a Europa ou outros seremos solicitados, mas agora isso não está na ordem do dia", afirmou a chanceler federal alemã.

Manifestações antibélicas

Proteste gegen den Krieg im Libanon: Tel Aviv

Protestos contra a guerra nas ruas de Tel Aviv

Em Tel Aviv, mais de 2500 pessoas foram às ruas na noite do último sábado (22/07), em protesto contra a guerra, várias delas repetindo slogans como "não queremos morrer nem matar a serviço dos EUA". Em várias cidades européias, foram também organizados protestos antibélicos neste domingo (23/07).

Em Londres, segundo informações da polícia local, sete mil pessoas protestaram contra o conflito armado. Em Amsterdã, as autoridades avaliam que 700 manifestantes participaram de uma passeata. Na Alemanha, houve manifestações em Düsseldorf e Frankfurt, reunindo aproximadamente 500 pessoas.

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