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Mundo

Dinamarca assume presidência da UE

Dinamarqueses assumiram nesta segunda-feira a presidência rotativa da União Européia. A principal tarefa nos próximos meses é dar curso ao processo de expansão da UE, negociando com os dez países candidatos.

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Anders Fogh Rasmussen, primeiro-ministro dinamarquês

O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, pretende deixar para seus sucessores, os gregos, todas as questões relativas à UE que não envolvam o processo de expansão da comunidade. Até mesmo as discussões sobre imigração, asilo político e uma política comum de defesa entre os países do bloco não devem ter prioridade em relação ao tema da ampliação.

"Um pequeno atraso nas decisões poderia retardar todo o processo, pois em 2003/2004 precisamos nos concentrar nas reformas internas e em 2005/2006 tomar decisões a respeito do futuro financeiro da UE", declarou Rasmussen.

Os 15 países membros da UE pretendem finalizar as negociações com os países candidatos Polônia, República Tcheca, Hungria, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Chipre e Malta. A ampliação da UE deverá acontecer em 2004, finalizando assim o processo iniciado em 1993, no Encontro de Cúpula de Copenhague, que também ocorreu sob a presidência dos dinamarqueses.

O principal problema a ser resolvido deverá ser a questão relativa à política agrícola. Os 15 países membros da UE pretendem até o início de novembro próximo firmar um acordo sobre os subsídios a serem concedidos aos novos membros. No último encontro de cúpula da organização em Sevilha, ainda sob a presidência espanhola, não foi possível chegar a um consenso a respeito. O governo alemão não vê com bons olhos uma possível ampliação dos subsídios agrícolas aos novos países.

Atraso – Para Rasmussen, a "expansão histórica" da UE em direção ao leste do continente pode ainda se arrastar por anos, caso as negociações não sejam encerradas até o próximo encontro de cúpula da organização, a ser realizado em Copenhague em dezembro próximo.

O governo dinamarquês reuniu-se nesta segunda-feira com o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, o encarregado da UE para política externa e de segurança, Javier Solana, e com o presidente do Parlamento Europeu, Pat Cox. Outros temas discutidos, além da ampliação do bloco, são o combate ao terrorismo e à imigração ilegal nos países da UE.

Oriente Médio - O ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Per Stig Möller, deverá discutir com Prodi e Solana sobre o papel da UE no processo de paz no Oriente Médio, inclusive sobre a criação de vários grupos de trabalho para a preparação de uma conferência internacional. Möller deverá levar a sugestão a Washington nesta terça-feira, em visita ao secretário de Estado norte-americano, Colin Powell.

Por um lado, acredita-se que a Dinamarca poderá exercer a presidência rotativa da UE com mais competência que a Espanha, sua antecessora, por ser um país pequeno sem tantos interesses próprios a defender.

Por outro, no entanto, o governo dinamarquês não vive seu momento mais tranqüilo na política interna. O governo do primeiro-ministro Rasmussen depende do apoio da facção populista de direita do Partido Popular. Foi inclusive com o aval deste que o governo dinamarquês conseguiu aprovar uma legislação mais rígida em relação à política de imigração no país.