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Economia

Diminui apoio popular às greves de ferroviários franceses e alemães

Ferroviários da Alemanha e da França entram em greve. Enquanto alemães exigem aumento salarial e contrato exclusivo, franceses vão às ruas contra reformas nos regimes de aposentadoria. Para ambos, cai o apoio popular.

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Greve de metroviários e ferroviários franceses e alemães prejudicam passageiros

A greve dos transportes ferroviários alemães estendeu-se, nesta quinta-feira (15/11), também para o setor de passageiros. A paralisação iniciada no setor de cargas no dia anterior, é a maior na história da companhia ferroviária alemã Deutsche Bahn e afetará o transporte de cargas e de milhões de passageiros até a madrugada do próximo sábado.

Também na França, ferroviários e metroviários paralisaram suas atividades desde a quarta-feira. Segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGT) francesa, uma "grande maioria" dos afiliados se pronunciou a favor da prorrogação da greve para sexta-feira. Nesta manhã, a paralisação provocou centenas de quilômetros de engarrafamentos na região metropolitana de Paris.

Os maquinistas alemães recusaram a nova proposta da Deutsche Bahn e insistem em aumento salarial de 31% e na exigência de acordo exclusivo para a categoria. Ferroviários franceses, por sua vez, vão às ruas contra as reformas nos regimes de pensão, que prevêem o fim da aposentadoria antecipada.

Diferentemente das reações às greves dos ferroviários alemães e franceses das últimas semanas, pesquisas de opinião pública na Alemanha e na França assinalam uma queda do apoio popular às reivindicações dos grevistas.

Greve por tempo ilimitado

Deutschland Bahnstreik Bahnhof Berlin Hauptbahnhof

Estação Central de Berlim paralisada

Cerca de cinco milhões passageiros alemães utilizam diariamente os trens da malha regional e de longa distância. Sobre os 34 mil quilômetros de extensão da malha ferroviária, circulam também 4.800 trens da subsidiária de cargas Railion (antes DB Cargo).

A paralisação no setor afeta, sobretudo, as indústrias siderúrgica e automobilística, usinas termelétricas e portos marítimos.

Depois de ter cancelado seu turno da manhã de quinta-feira por falta de fornecimento de peças provenientes da Alemanha e da República Tcheca, a fábrica de automóveis da Audi, em Bruxelas, comunicou através de sua porta-voz, o fechamento das instalações por toda quinta e sexta-feira.

Leste e Oeste

Nesta manhã, metade dos trens de passageiros da malha regional no Oeste alemão e 85% no Leste do país foram paralisados com a greve dos cerca de 3 mil maquinistas afiliados ao Sindicato dos Maquinistas Alemães (GDL).

A Deutsche Bahn comunicou, no entanto, o funcionamento de dois terços dos trens de longa distância. A paralisação no setor de cargas chega a 40%, informou a companhia ferroviária.

O GDL recusou a nova oferta da DB de aumento salarial de 10% e pagamento extra de 2 mil euros. Caso a Deutsche Bahn não faça uma nova oferta até a próxima segunda-feira, o GDL cogita a convocação de greve por tempo ilimitado, informou o presidente do sindicato, Manfred Schell.

Regimes especiais de aposentadoria

Frankreich Streik Bahn Metro von Paris

Parisienses esperam pelos poucos trens que circularam

Na França, os funcionários da Sociedade Nacional de Estradas de Ferro Francesas (SNCF) e da Administração Autônoma de Transportes Parisienses (RATP) protestam contra as reformas dos assim chamados regimes especiais de aposentadoria, que prevêem o aumento gradativo do tempo de contribuição de 37,5 para 41 anos, até 2012, para a obtenção da aposentadoria plena.

Além dos ferroviários e metroviários, os salários de parlamentares, marinheiros, mineradores, funcionários das companhias Eletricidade da França (EDF) e Gaz de France, entre outros, se beneficiam dos regimes especiais de aposentadoria, que englobam cerca de 1,1 milhão de pessoas aposentadas e 500 mil pessoas da ativa. Elas representam 6,4% da massa de pensões francesas.

Segundo o Ministério do Interior francês, a greve atual levou somente 50 mil manifestantes às ruas. Um número bem menor do que os 150 mil que protestaram durante a greve de 18 de outubro. A SCNF e a RATP informaram que estenderão a paralisação até a sexta-feira, de forma que governo e sindicatos tentam renovar o diálogo com vistas a negociações empresa por empresa.

Mudança de opinião

A maioria dos alemães e franceses, que antes apoiavam as respectivas reivindicações de ferroviários e metroviários, mudou de opinião. Na Alemanha 55% desaprovam a paralisação dos maquinistas, segundo pesquisa do instituto Forsa.

Na semana passada, a aprovação ainda era de 55%. Hoje, este número caiu para 43% e 66% dos entrevistados estão de acordo que o GDL deve aceitar a nova proposta da Deutsche Bahn.

Na França, a situação não é diferente. Segundo sondagem encomendada pelo jornal Libération, 59% dos franceses são a favor das reformas dos regimes especiais de aposentadoria. Em contrapartida, apenas 35% dos entrevistados apóiam as atuais greves. (ca)

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