Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.09.2011
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Brasil

Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU

Presidente fará o discurso de abertura, que é tradicionalmente reservado ao Brasil. Grande tema do encontro de líderes mundiais será o reconhecimento do Estado palestino.

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Dilma falará sobre ações do governo e crise econômica

A presidente da República, Dilma Rousseff, será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas. O discurso de abertura será nesta quarta-feira (21/09), em Nova York. O chefe de governo do Brasil abre, tradicionalmente, o encontro.

Ao comentar sua participação na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, Dilma Rousseff disse que vai falar sobre temas importantes como a transparência nas ações do governo, o combate a doenças crônicas no país e a crise econômica mundial.

"Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU", ressaltou em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta. "O Brasil tem muito a mostrar em cada um desses temas", completou a presidente. Ela chegou neste domingo a Nova York.

Semana cheia

Uma série de reuniões de alto nível sobre o combate ao terrorismo e a Líbia abrem a partir desta segunda-feira (19/09) uma semana intensa de contatos diplomáticos em Nova York, dentro e à margem do debate anual da Assembleia Geral das Nações Unidas.

São 121 chefes de Estado e de governo que começaram a chegar no fim de semana à metrópole norte-americana para participar do debate da Assembleia Geral. O encontro de líderes mundiais, disse na semana passada o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acontece "num momento de turbulência incomum e de alta ansiedade".

"A crise econômica global continua a afligir bancos, empresas, governos e famílias em todo o mundo. Enfrentamos um conjunto extraordinário de desafios geopolíticos e humanitários", disse Ban Ki-moon.

Estes desafios incluem a fome na Somália, o impacto da Primavera Árabe e também a crise humanitária no Chifre da África, onde se estima que a fome atinja pelo menos 12,4 milhões de pessoas. Espera-se que esta semana seja lançado um apelo especial em prol do terço que falta dos 2,4 bilhões de dólares de ajuda de emergência que a ONU pediu para a região africana.

Fora da agenda, o grande tema é o reconhecimento do Estado palestino, que terá como pontos altos o discurso do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, perante a Assembleia Geral, e também o do presidente norte-americano, Barack Obama, que entre as potências ocidentais tem sido o principal opositor ao reconhecimento, pois considera ser prejudicial para o processo de paz na região.

AS/abr/lusa
Revisão: Carlos Albuquerque

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