Dilma reitera apoio a novas eleições | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 15.06.2016
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Brasil

Dilma reitera apoio a novas eleições

Em entrevista a veículos estrangeiros, presidente afastada sinaliza que seria favorável a novas eleições antes de 2018, caso volte ao Planalto. "País vive esgotamento político", afirma.

A presidente afastada Dilma Rousseff voltou a afirmar, desta vez à imprensa internacional, que apoiaria a realização de novas eleições no país, caso volte ao governo.

Em entrevista a veículos estrangeiros nesta terça-feira (14/06), Dilma, que está fora do gabinete desde maio, disse que o Brasil passa por um esgotamento político.

"Isso tem que ser superado. Se houver necessidade de novas eleições, eu serei a favor", declarou Dilma, que teve o mandato suspenso após votação no Senado acusada de crime de responsabilidade fiscal. O julgamento do processo deve ocorrer em agosto.

Ao reforçar a tese de que houve "golpe" no seu processo de afastamento, Dilma disse que muitos deputados quiseram que ela saísse do Planalto para travarem as investigações da Operação Lava Jato.

Para haver novas eleições antes das presidenciais em 2018, é necessário que Dilma e o presidente interino Michel Temer renunciem ou sejam removidos dos seus cargos. Alguns senadores têm reconsiderado seus votos sobre o impeachment devido aos escândalos envolvendo ministros de Temer.

Dilma diz que está trabalhando numa carta de intenções a ser apresentada poucos dias antes do julgamento. A presidente afastada também tem usado as redes sociais para emplacar a tese do "golpe" e defender a realização de um plebiscito caso volte à Presidência.

"Eu não tenho nenhum problema em perguntar o que o povo quer. Em qualquer caso, a única forma de interromper o mandato de um presidente é por meio de um plebiscito", afirmou.

Reclamações

Dilma disse às agências de notícias internacionais que Temer suspendeu voos com aviões da Força Aérea e o pagamento de despesas de hotel para a presidente afastada.

Ela alegou que a medida é uma forma de restringir sua locomoção pelo país e impedir que ela denuncie a "ilegalidade" do impeachment.

Dilma irá ao Nordeste ainda nessa semana para discutir o impeachment em regiões pobres, mas com um voo pago pelo PT.

KG/rtr/ots

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