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Brasil

Dilma pede união da América Latina no combate ao zika

Presidente afirma que países devem agir em conjunto para enfrentar surto que se espalha pela região. Dilma anuncia ainda reunião de ministros da Saúde do Mercosul e guerra contra Aedes aegypti.

A presidente Dilma Rousseff pediu nesta quarta-feira (27/01) que a América Latina se una no combate ao vírus zika, associado a casos de microcefalia em bebês. Dilma está no Equador, onde participa da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

"Vários países da região têm experiência no combate à dengue porque ela é típica de países tropicais. Sabemos que a única forma de cooperar agora é difundirmos entre nós as melhores práticas e tecnologias de combate ao vírus", disse a presidente.

Dilma afirmou que pediu, durante o encontro, que os países iniciem ações de cooperação para combater o vírus que se espalha pelas Américas. A presidente anunciou ainda que os ministros da Saúde do Mercosul vão se reunir na próxima terça-feira em Montevidéu, no Uruguai, para discutir medidas conjuntas para enfrentar o surto da doença.

Embora seja uma reunião do Mercosul, Dilma afirmou que o encontro está aberto a todos os países latino-americanos e caribenhos. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou também que uma reunião semelhante deve acontecer em breve no âmbito da Celac. "É um tema novo, por isso quanto mais colaborarmos, mais eficazes seremos em parar essa epidemia", ressaltou.

Guerra contra mosquito

Em sua conta no Twitter, Dilma disse nesta quarta-feira que o país precisa lançar uma guerra contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus zika, da dengue e da febre chikungunya. "Enquanto não temos vacina contra o vírus zika, a guerra deve se concentrar no extermínio de criadouros de mosquito", publicou.

O Brasil é o país mais afetado pelo surto de zika. Mas o vírus já se espalhou por 20 países do continente americano e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve atingir todos os países das Américas, exceto Canadá e Chile. Especialistas acreditam que a infecção do vírus em grávidas seja responsável pelo aumento no número de casos de microcefalia.

Até agora, mais de 4,1 mil casos suspeitos de microcefalia foram notificados no Brasil, a grande maioria deles foi registrado nos estados do Nordeste. O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira, 270 casos de malformação por infecção congênita, mas não necessariamente pelo vírus zika. A microcefalia pode ter origem em agentes infecciosos causadores de doenças como sífilis, toxoplasmose, rubéola, além de herpes.

O governo federal lançará uma campanha nacional e internacional para alertar sobre os riscos do zika e como prevenir a infecção. As informações serão repassadas nas redes sociais com os hashtags #ForaZika e #ZikaZero.

CN/rtr/afp/abr

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