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Brasil

Dilma diz estar indignada com autorização de processo de impeachment

Em pronunciamento ao lado de ministros, presidente afirma não ter cometidos atos ilícitos e, em clara referência a Eduardo Cunha, diz que não é suspeita de desviar dinheiro público ou possuir contas no exterior.

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (02/12) que recebeu "com indignação" a autorização do processo de impeachment "contra mandato democraticamente conferido" pelos brasileiros.

Em um pronunciamento no Palácio do Planalto ao lado de ministros, Dilma afirmou que não praticou nenhum ato ilícito e, dessa maneira, os fundamentos do pedido seriam inconsistentes e improcedentes.

"Hoje [quarta] eu recebi com indignação a decisão do senhor presidente da Câmara dos Deputados de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro", disse.

"Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior e nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais. Nunca coagi e nem tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer os meus interesses", continuou Dilma, em clara referência às acusações que pesam sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

A presidente também afirmou que jamais aceitaria um acordo em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment e acredita que o processo não será realizado, devido à improcedência do pedido.

"Não podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade do nosso país. Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no Estado democrático de direito", concluiu a presidente.

Durante o pronunciamento, Dilma foi acompanhada por 11 ministros – Jaques Wagner, da Casa Civil; Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo; José Eduardo Cardozo, da Justiça; Gilberto Kassab, das Cidades; Gilberto Occhi, da Integração Nacional; Aldo Rebelo, da Defesa; Armando Monteiro Neto, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Henrique Eduardo Alves, do Turismo; André Figueiredo, das Comunicações; Celso Pansera, da Ciência, Tecnologia e Inovação; além do Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams.

Processo de impeachment

Após a bancada do PT anunciar que votará pela continuidade do processo de cassação do presidente da Câmara no Conselho de Ética, Cunha autorizou nesta quarta-feira o pedido de abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Cunha é acusado de mentir em depoimento à CPI da Petrobras ao dizer não possuir contas no exterior. Documentos do Ministério Público da Suíça, enviados à Procuradoria Geral da República, porém, associam quatro contas ao deputado.

O presidente da Câmara também é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro – há denúncias de que ele teria recebido 5 milhões de dólares em propina em contratos da Petrobras.

CN/abr/afp/ots

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