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Brasil

Dilma afirma que não vai renunciar

Presidente nega que esteja resignada com possível fim antecipado do mandato, diz que quem pede renúncia reconhece que não há base para o impeachment e defende ex-presidente Lula: "Pedido de prisão é ato de injustiça."

A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira (11/03) que não renunciará ao cargo e negou que estaria resignada com um possível encurtamento de seu mandato.

"Ninguém tem o direito de pedir a renúncia de presidente legitimamente eleito sem dar elementos comprobatórios de que eu tenha, de alguma forma, ferido qualquer inciso da Constituição", disse Dilma. "A renúncia é um ato voluntário. Aqueles que querem a renúncia estão, ao propô-la, reconhecendo que não há uma base real para pedir a minha saída deste cargo", ressaltou.

A presidente também negou que cogitou deixar a Presidência ou que estaria resignada com um possível fim antecipado do seu mandato. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo e teria sido repassada por interlocutores de Dilma.

"Isso é uma invenção. Não tenho o menor interesse, a menor propensão nem nenhuma justificativa para isso. Isso para mim, inclusive, é uma ofensa", afirmou a presidente. "Eu tenho cara de estar resignada? Vocês acham que eu tenho gênio para me resignar? Eu não estou resignada diante de nada e não tenho essa atitude diante da vida. Acho que essa onda de boatos não contribui e cria uma crise política negativa para a economia brasileira", ressaltou.

Na entrevista, Dilma criticou ainda o

pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

, afirmando que ele carece de base legal. "É um ato que ultrapassa o bom senso, é um ato de injustiça e é um absurdo que um país como o nosso assista calmamente a um ato desses contra uma liderança política e responsável por grandes transformações no país", disse.

Questionada se o pedido de prisão do ex-presidente poderia inflamar as manifestações de domingo, Dilma pediu para que não haja confrontos.

"Faço um grande apelo para que sejam capazes de se manifestar de forma pacífica. A manifestação é um momento importante no país, de afirmação democrática. Por isso não deve ser manchada por nenhum ato de violência", disse, acrescentando que o livre direito à manifestação é uma vitória da democracia e deve ser preservado.

Futuro do governo

A presidente também não confirmou se havia convidado Lula para fazer parte de seu governo, mas disse que teria "o maior orgulho" de tê-lo no ministério pela sua experiência e capacidade gerencial.

Sobre o impasse com o ministro da Justiça, Dilma disse que a decisão de permanecer no cargo é de Wellington César Lima e Silva. "Ele tem 25 anos de Ministério Público, e não cabe a mim fazer nenhum apelo. Eu não posso prejudicar ninguém", acrescentou. "Decisão do Supremo eu cumpro."

O Supremo Tribunal Federal (STF)

votou na quarta-feira pela exoneração do ministro

, devido ao fato de Silva já ocupar o cargo de procurador do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele pode continuar no comando do ministério, mas para isso tem que renunciar ao cargo de procurador.

A presidente admitiu ainda que a reforma previdenciária e a aprovação da CPMF, pontos essenciais para as medidas de ajuste do governo, podem não sair nos prazos previstos. O governo defende mudanças na Previdência e planejava enviar a proposta até abril para o Congresso.

"Estamos avaliando tudo. Todo mundo sabe que tanto a reforma da Previdência, quanto a CPMF são questões que têm dificuldades porque são questões complexas e que vão exigir muita dedicação da nossa parte, então estamos avaliando", disse.

CN/rtr/abr

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